Sintego denuncia: desmonte da Educação visa reduzir salários dos professores da rede estadual

Imagem reprodução Goias 24h

Segundo matéria publicada nesta terça-feira pelo Popular com o título “Categoria teme consequências”, o Sintego teme que “a extinção de turnos, turmas e colégios em Goiás gera um temor entre os professores. Sem saber ao certo como serão realocados ou transferidos, eles se perguntam sobre como conseguirão cumprir a carga horária e atingir o suficiente para manter o salário que recebem hoje, pois a remuneração varia de acordo com a quantidade de horas/aula”.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Bia de Lima, foi entrevista e disse que “a possibilidade de fechamento de turnos, como já ocorreu em 59, não foi tratada com a categoria. “

Ela acha “isso é muito absurdo, porque como os profissionais vão complementar a carga horária? Isso inviabiliza o planejamento feito pelo profissional, porque o salário reduz. Se essa modulação gerar redução de carga horária, o salário vai lá embaixo”, diz.
Segundo ela, “a maioria dos professores efetivos da rede estadual hoje, para ter uma remuneração melhor, trabalha no limite possível da carga semanal, que é de 60 horas, o que corresponde a 32 horas/aula”. Ela relata que “em São Simão, cidade que fica a 377 quilômetros de Goiânia, um colégio foi fechado integralmente e em outros foi excluído o turno noturno. Os professores foram obrigados a complementar a carga horária, pegando aulas em locais próximos, como no distrito de Itaguaçu e no município de Paranaiguara. Os custos com transporte não são compensados salarialmente.”
Isso é muito grave.

Goias 24h

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