Há meses sem medicamentos, diabéticos vão à Câmara denunciar gestão Iris

Mais uma vez, representantes da Associação Metropolitana de Apoio ao Diabético (Amad) foram à Câmara de Goiânia pedir socorro aos vereadores para resolver a falta de medicamentos na Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Há quatro meses lutando para que a gestão Iris Rezende (PMDB) normalize o fornecimento de insumos de bomba de insulina e de insulina, os diabéticos denunciaram o “descaso” com que têm sido tratados.

“Não temos condições de esperar mais uma semana, está muito complicado, não temos apoio nenhum. A secretaria sempre diz que está negociando, que a compra foi feita, mas nunca chegam. Na semana passada o prefeito disse que poderíamos ir à farmácia da prefeitura que os medicamentos estariam lá, tudo mentira”, lamentou Luzia Ribeiro Duarte, presidente da Amad.

Segundo ela, foi feita apenas uma compra e distribuição de insulinas e bombas, no começo de fevereiro, como uma medida emergencial: “Só que não deu nem para metade dos doentes cadastrados, que, devido ao alto custo, têm que se endividar para continuar sobrevivendo.”

Vice-presidente da Amad, André Fabrício Cardoso Silva, que tem uma filha de apenas nove anos diabética, criticou a postura da gestão Iris de contingenciar recursos em uma área tão delicada. “Fazer economia em cima da saúde dos outros é brincadeira. Eles sabem muito bem que está faltando tudo, mas só prometem e ficam marcando datas. Um dia de UTI é muito mais caro que as insulinas… Hoje há pelo menos cinco pessoas, incluindo uma criança, hospitalizadas pela inércia da prefeitura”, lamentou.

Agora vai?

O vereador Jorge Kajuru (PRP), que é diabético e um dos principais defensores dos pacientes na Câmara, informou ainda na manhã desta terça-feira (18/4) que a Hospfar, uma das distribuidoras de insulina e bomba de insulina, fará uma entrega de mais de 62 mil unidades à Secretaria Municipal de Saúde, após pagamento por parte da prefeitura.

Em nota-resposta, a SMS informou que a rede está com estoque “suficiente” de alguns tipos de insulina e apenas a Lantus está em falta, mas uma nova remessa está prevista para chegar no dia 24 de abril.

Veja abaixo na íntegra:

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que a rede está com estoque suficiente de insulina NPH, regular (distribuída pelo Ministério da Saúde) para atender todos os pacientes que fazem uso do medicamento.

No estoque também chegaram em abril, 6.900 refis (doses) do análogo de insulina Levemir, que tem ação lenta assim como a insulina Lantus e que estão entre as mais caras do mercado, as chamadas insulinas especiais.

Os pacientes cadastrados que fazem protestos, reclamam da falta da insulina Lantus. A chegada desta insulina está prevista para o dia 24 de abril, logo após ser entregue pelo fornecedor (Hospfar).

Ainda sobre a insulina Lantus, informamos que os pacientes cadastrados foram atendidos em fevereiro e março. Apenas abril está em aberto. A Prefeitura gasta cerca de R$ 600 mil/mês com insulinas especiais e atende dois mil pacientes, sem contar as outras insulinas.

Secretaria Municipal de Saúde

 

FONTE: JORNAL OPÇÃO

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