Peemedebistas não apoiam Caiado para o governo e apresentam alternativas a Daniel e Maguito

https://lancegoias.com.br/2017/04/30/afastamento-de-euripedes-junior-e-a-unica-forma-de-impedir-a-extincao-do-pros-pela-justica-eleitoral/

Eles sugerem que Adib Elias, Ernesto Roller, José Nelto e Pedro Chaves são alternativas aos políticos que foram atingidos pela Lava Jato.
O Jornal Opção ouviu quatro políticos do PMDB, um deles deputado estadual, e fez a todos três perguntas: 1ª — o partido tem condições de apoiar o senador Ronaldo Caiado para governador?; 2ª — as denúncias recentes de envolvimento com a empreiteira Odebrecht derrubaram a candidatura de Daniel Vilela (ou de Maguito Vilela) para governador? e 3ª — Sem Daniel ou Maguito Vilela, qual é a alternativa peemedebista?

Os peemedebistas dizem que, no primeiro turno, o PMDB não terá como apoiar Ronaldo Caiado para governador. Motivo: um partido com sua estrutura, com vários deputados e prefeitos, não tem como apoiar o candidato de outro partido, que não tem estrutura política no Estado. Eles frisam que, se eleito governador, o senador “apagará” a história do partido para construir sua própria história. “Sem contar”, frisa um deputado, “que, se for eleito, não vai beneficiar todos os grupos do PMDB. Os políticos valorizados serão aqueles ligados ao prefeito de Goiânia, Iris Rezende”. A maior resistência a Caiado advém do grupo dos Vilelas, hoje hegemônico no PMDB. “Como é que alguém constitui um grupo forte, chegando a derrotar Iris Rezende na disputa pelo comando partidário, abre espaço para outro político constituir-se como hegemônico? Daniel e Maguito são discretos e afáveis, mas não abrirão espaço para outro político enfraquecê-los. Hoje, Iris quer comer o ‘fígado’ dos dois e, mesmo assim, eles vão investir na ascensão de Caiado? Não vão, é claro.”

Os peemedebistas ressaltam que as denúncias da Operação Lava Jato, informando que Daniel e o pai, Maguito Vilela, receberam dinheiro da Odebrecht, sem contabilização eleitoral, “não derrubarão” os dois políticos. Eles sublinham que, a partir de agora, os peemedebistas terão como se defender. A delação premiada, na visão dos peemedebistas, “não é conclusiva” e, como tal, pode “não resultar em condenação”.

À terceira pergunta, os peemedebistas dizem que o candidato a governador do PMDB deve ser Maguito ou Daniel Vilela. Mas sugerem que, se eles não puderem ou não quiserem disputar, há quatro alternativas: os prefeitos Adib Elias, de Catalão, Ernesto Roller, de Formosa; o deputado estadual José Nelto e o deputado federal Pedro Chaves. Perguntado a respeito, José Nelto disse: “Nosso candidato é Daniel Vilela. Mas, se não quiser disputar — e ele quer —, o partido terá outro nome. O meu está à disposição. Estou preparado para disputar tanto o cargo de deputado federal, que é o meu projeto, quanto o governo do Estado.” Sobre Ronaldo Caiado, José Nelto é peremptório: “Não é o candidato do PMDB a governador. É o candidato do DEM”.

Um ex-deputado do PMDB diz que, como Ronaldo Caiado será candidato a governador, o PMDB deve caminhar com o PT de Antônio Gomide. “O PT está ‘queimado’? Está. Mas o deputado federal Rubens Otoni e o vereador Antônio Gomide não estão ‘queimados’.”

Do Jornal Opção

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