Policial civil acusado de matar a irmã é autuado por homicídio triplamente qualificado

O policial civil Fernando Rogério de Souza Melo, de 49 anos, foi enquadrado por homicídio triplamente qualificado. Ele foi preso na noite de domingo (08), no Humaitá, Zona Sul do Rio de Janeiro, acusado de matar com seis tiros no tórax a própria irmã, a dentista e também policial civil Glória Fabiane de Souza Melo, de 47. O motivo do crime seria a disputa por uma herança.

A morte de Glória Fabiane ocorreu na casa que em que os dois moravam, um imóvel de dois andares na Rua Maria Eugênia, número 221, no Humaitá. Ela chegou a ser socorrida no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu. Fernando Rogério se entregou à polícia após longa negociação.

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Lotado na delegacia da Gávea, ele foi autuado na DP de Botafogo. Depois disso, ele foi encaminhado para o Instituto Philippe Pinel, onde tratou de supostos problemas mentais. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios (DH) da capital fluminense, que modificou o indiciamento para homicídio triplamente qualificado: motivo fútil, impossibilidade de defesa da vítima e feminicídio.

Policiais já descobriram, segundo o jornal Extra, que ele guardava um arsenal em um dos quartos da casa, com 11 armas, entre revólveres, pistolas, espingardas e fuzis. Ainda não se sabe se ele é um colecionador. Algumas armas não e apenas sete eram registradas.

Fernando Rogério também tinha passagem pela polícia por lesão corporal contra Gloria Fabiane, ocorrida em 2004, segundo registro de ocorrência na DP de Botafogo. Os investigadores já sabem que havia um histórico de desentendimentos entre os irmãos e que Glória Fabiane queria vender a casa e e dividir o dinheiro, mas ele não concordava.

De acordo com  o Departamento Geral de Recursos Humanos (DGRH) da Polícia Civil do Rio, Fernando Rogério esteve em tratamento de saúde durante um ano e meio, voltando à ativa em março de 2016, quando foi recomendado que retomasse as atividades, mas em serviços leves e internos, fora do regime de plantão.

 

FONTE: JORNAL DE BRASÍLIA

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