Vítimas de suposto racha na L4 Sul depõem na 1ª DP

Os dois sobreviventes do acidente na L4 Sul, Oswaldo Cayres, 72 anos, e Elberton Silva Quintão, 37, chegaram à 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) para depor na tarde desta segunda-feira (8/5). Visivelmente abatido, Oswaldo chegou amparado pela nora, pelo filho, além de duas filhas gêmeas, Renata e Raquel. Ele usa bengala e apresenta dificuldade para andar. Elberton chegou calado. O depoimento dos dois levou cerca de duas horas.

Fabricia Gouveia, viúva de Ricardo, e Renato Cayres, irmão de Ricardo e filho de Cleusa, também compareceram à delegacia para acompanhar os familiares. O delegado Ataliba Neto, adjunto da 1ª DP, à frente do caso, disse que só falará no fim das investigações. Renato Cayres esbravejou ao ouvir o delegado falar que não daria entrevista à imprensa. “Não estou autorizado a falar é o fim da picada. Só pode ser piada do delegado”, irritou-se.

Na porta da delegacia, Fabrícia, viúva de Ricardo, pediu mais transparência nas investigações e questionou a Justiça. “Por que pessoas que cometeram delitos infinitamente menores estão presas e os envolvidos no acidente que matou meu marido e minha sogra seguem soltos?”, lamentou. Ela falou ainda que vive um pesadelo há oito dias, desde o dia que aconteceu a tragédia na L4.

Memória

Na noite de 30 de abril, às 19h30, três veículos suspeitos de participarem de um racha provocaram um acidente na Avenida L4 Sul, próximo à Ponte das Garças. Os motoristas de um Cruze prata, um Jetta preto e uma Range Rover Evoque são acusados de envolvimento no possível pega. O Jetta se chocou contra a traseira do Fiesta da família Cayres, que retornava de um evento dominical. Com a batida, o Fiesta perdeu o controle, saiu da pista e capotou diversas vezes.
Cleuza Maria Cayres, 69, e Ricardo Clemente Cayres, 46, morreram no local. Os motoristas de dois carros envolvidos foram ouvidos pela polícia no dia seguinte à tragédia. Noé Albuquerque Oliveira negou que estivesse fazendo racha e confirmou que os três voltavam de uma festa comemorada durante todo o dia em uma lancha no Lago Paranoá. No depoimento, ele disse ter ingerido uma lata de cerveja, mas não fez o teste do bafômetro. Eraldo Pereira fugiu sem prestar socorro. E também negou à polícia que estivesse participando de pega. Fabiana Oliveira foi a única a ficar no local do acidente, mas também evitou o teste do bafômetro.
FONTE: CORREIO BRAZILIENSE
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