‘Eu também já fui salvo’, diz PM que resgatou 20 pessoas em um incêndio

11/05/2017. Crédito: Minervino Junior/CB/D.A. Press. Brasil. Brasília - DF. Cabo PM Theodoro, regatou adultos e criancas de um incendio em Samambaia.
O cabo Heitor Theodoro da Silva, 34 anos, que resgatou 20 pessoas em um incêndio em Samambaia Sul, contou, na manhã desta quinta-feira (11/5), que já esteve do outro lado da história: ele também foi salvo por companheiros de profissão. Quando trabalhava na Fundação Casa, antiga Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor (Febem), em São Paulo, esteve em uma rebelião de internos que queriam usá-lo como refém para negociar suas demandas.
Acoado na ala da coordenação, viveu momentos de tensão, sem saber se sobreviveria. “É muito angustiante. Trabalhei por sete anos na Febem e já vi situações de todo o tipo. Já resgatei vigilantes furados, sangrando após ação dos internos e também já fui salvo. Essa situação é a pior que tem. Bom mesmo é poder salvar a vida de alguém”, completou, na conversa com as repórteres Adriana Bernardes e Paula Pires, transmitidas pelo Facebook do Correio.
O amor pela profissão surgiu ainda na infância, quando Theodoro era escoteiro. Sempre em estado de alerta e na busca por ajudar o próximo, ele decidiu seguir a carreira de policial militar. Uma das características da carreira que mais agrada o cabo é o fato de a profissão ser dinâmica. “Não temos uma rotina. Andamos sobre uma faca, porque vamos, eventualmente, esbarrar com situações que demandam da gente uma decisão importante. Com ela, precisamos arcar com o ônus e o bônus”, explicou.

Reencontro com as vítimas

Mais de 24 horas depois do incidente, o cabo se reencontrou com as famílias que ajudou. Segundo ele, foi um momento de muita emoção e gratidão. “Não tem dinheiro que pague”, disse, emocionado. Questionado sobre a grandiosidade do ato, o policial afirmou, novamente, que só fez o que era certo: “A vida é um eterno retorno. Gentileza gera gentileza. Na minha profissão, sempre busquei ajudar o próximo”.
Ao assistir novamente ao vídeo do resgate, Theodoro contou que se sente anestesiado. Às vezes, até duvida que é ele mesmo quem aparece nas imagens. O cabo não imaginava a proporção que o salvamento atingiria e sequer imaginava que estava sendo filmado. “Antes da farda, é o homem que está aqui. Atrás disso tudo, vive um ser humano como outro qualquer. Tenho em mim um sentimento de dever cumprido”, pondera!
FONTE:  CORREIO BRASILIENSE
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