Um dia triste para a imprensa que presta no Brasil

Eu leio muito. Me informo o máximo que posso. Assino revistas, sites, Portais, assisto aos noticiários, etc. Sempre que posso e me interesso, frequento seminários e palestras. Vez por outra participo de reuniões e encontros com grupos representativos de setores privados e sociedade civil.

A internet revolucionou a informação. Se antes dependíamos das análises de um ou dois grupos de comunicação, hoje encontramos fontes abundantes em qualidade e diversidade. Não à toa, no Brasil e no mundo, os tradicionais veículos estarem sofrendo tanto.

Há dois profissionais da imprensa que gosto muito — e conheço pessoalmente, quando participamos dos mesmos eventos — e respeito: Reinaldo Azevedo e Marco Antonio Villa. Deste último, sou leitor também dos seus livros. Pois bem. Hoje, ambos foram “vítimas” (reparem nas aspas, ok?) de si mesmos. Por quê? Explico:

Reinaldo é um sujeito brilhante. Possui rara inteligência e capacidade argumentativa. Equilibrado e dono de um conhecimento geral muito acima da média, dificilmente deixa margem racional à contra-argumentação do que escreve. Por isso é vítima (sem aspas) de tantas ofensas. Na internet é assim: neguinho não concorda contigo? Então você é um “lixo, vendido, boçal, idiota…”. Pois é. Gênios são eles, que se comportam como cães raivosos. Em frente.

Reinaldo foi exposto, através de uma gravação de uma conversa sua com Andréa Neves, criticando a Veja. Andréa estava grampeada, Reinaldo não. A conversa em nada o implica com a investigação. Ainda assim, de forma vergonhosa a PF/MPF anexou a transcrição do diálogo no processo que veio a público, numa clara tentativa de manchar o nome do jornalista, que é um crítico feroz — não à Lava Jato — mas à alguns métodos empregados pelos Procuradores. Dignamente, como não poderia ser diferente, Reinaldo se demitiu da Veja. Se não concorda com a linha editorial da revista, que caia fora. Foi o que fez.

Já o Professor e Historiador Marco Antonio Villa protagonizou um embate lamentável com o Deputado e pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro. Num debate, ou melhor, num bate-boca ao vivo na Rádio Jovem Pan, Villa mostrou-se arrogante como jamais imaginei. Estava tão desequilibrado que perdeu completamente a razão. Tentou — e conseguiu — humilhar intelectualmente Bolsonaro o tempo todo. Foi agressivo, mal educado e por vezes um tirano, como quando disse que nem toda decisão judicial reflete a justiça. É verdade? É. Mas ou reconhece-se a mesma legítima ou então teremos um único julgador; ele próprio.

Se a intenção de Villa era humilhar Bolsonaro e expor sua fragilidade intelectual, conseguiu com louvor. Se a intenção era tirar-lhe alguns votos, se lascou! Quem os ouviu ficou literalmente ao lado de Bolsonaro. Depois desta, tamanha audiência possui a Pan, é capaz de o Deputado faturar mais um ou dois pontos nas próximas pesquisas. Bolsonaro saiu maior, Villa saiu menor. Muito menor. Infelizmente, pois é um excepcional sujeito. Mas a fama e a notoriedade por vezes inflam egos. Aí, meus caros, ou a pessoa segura seus cavalos ou cai deles.

Hoje, ambos caíram. Um injustamente. E ilegalmente, diga-se. Outro, por si mesmo. Uma pena. Mas são grandes demais para tombarem por isso.

Em frente! Força, Reinaldo e Villa. O Brasil que pensa precisa de vocês.

 

 

FONTE: topbuzz

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