Jovem que teve a mão dilacerada por explosivo vai recuperar parte dos dedos

O jovem que teve a mão dilacerada por um explosivo, durante a manifestação da última quarta-feira (24/5) na Esplanada dos Ministérios, conseguirá recuperar parte dos dedos feridos. A informação foi confirmada pela amiga de Vitor Rodrigues Freguli, 22 anos, a professora Ingrid Leitemberg, 29. A mulher o acompanha desde o acidente e disse ao Correio que um parecer médico com relato pós-cirúrgico da equipe do Hospital de Base apontou boas chances para a reconstrução do membro.

De acordo com o laudo médico, Vitor conseguirá recuperar dois dedos pela metade e o polegar quase todo. Está prevista para esta sexta-feira (26/5) a transferência do rapaz para um hospital especializado em mãos, onde passará pela cirurgia reparadora. A expectativa é que o estudante receba alta médica até a terça-feira da semana que vem (30/5).

Ingrid, que é coordenadora do sindicato dos trabalhadores em educação de Santa Catarina, estava com Vitor na hora da explosão. Segundo ela, o acidente ocorreu nos 30 minutos iniciais da manifestação, no momento em que a Polícia Militar do Distrito Federal “jogava diversos tipos de bomba”. “Quando uma caiu próxima, ele tentou afastá-la com a mão. Em nenhum momento o Vitor jogou em direção de alguém. Na hora do susto, ele só quis tirar a bomba (de perto dele) e aconteceu isso”, garante Ingrid, que sofreu apenas com alguns arranhões.

A professora conta que Vitor lamentou não ter continuado no ato, pois veio determinado a protestar pela saída do presidente Temer e contra as reformas da Previdência e Trabalhista, que traminam nas Casas legislativas. “Ele também tem expectativa de que uma greve geral de 48h tem que ser feita e dessa vez mais forte”, detalha a amiga do rapaz.

Em nota, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que o quadro de Vitor permanece estável e que está “respirando espontaneamente”, sem ajuda de aparelhos. Segundo testemunhas, o rapaz teria pegado uma bomba do chão e tentado lançá-la para longe de onde estava. Contudo, o artefato explodiu e mutilou a mão do jovem.

Em nota, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) rebate a versão de que várias bombas estavam sendo lançadas contra os manifestantes.

 

Veja a nota da corporação na íntegra: 

“Na operação de ontem foram utilizados instrumentos de menor potencial ofensivo para restabelecer a ordem e a paz social. Dentre esses instrumentos existem granadas explosivas (bombas) e fumígenas (com gás lacrimogêneo ou coloridas). Ao tentar afastar qualquer dessas granadas a possibilidade do cidadão se machucar existe pois como já dito anteriormente podem ser explosivas e nas fumígenas ocorre o processo de sublimação o qual possui alta temperatura. As granadas explosivas possuem dois tempos possíveis para explodir: 1,5 segundos ou 3 segundos após serem lançadas. Logo, conseguir pegar tais granadas explosivas na mão para arremessá-las contra os policiais, torna-se praticamente impossível. Caso o cidadão tenha pegado na mão uma granada fumígena, não teria como ocorrer dilaceração da mão pois não há explosão esperada”.

 

 

 

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE

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