Avó diz que padrasto matou menino porque a filha queria se separar: ‘Vingança’

A avó do garoto Antônyo Jorge Ferreira da Silva, de 9 anos, encontrado morto em Goiânia, afirmou que a filha, Jeannie da Silva de Oliveira, de 27 anos, não tem elo com o crime. A mulher foi detida suspeita de ser mandante do homicídio, cometido pelo companheiro dela, Renato Carvalho Lima, de 20, também preso e que confessou o crime. Para Rosângela Ranieri, o jovem acusou a companheira por “vingança”, uma vez que ela não tinha interesse mais em manter o relacionamento e já tinha até outro namorado.

Ela ainda não conversou com Jeannie – que nega participação na morte do filho -, mas diz não ter dúvidas de sua inocência. Nesta segunda-feira (29), ela esteve na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), que apura o caso, para acompanhar o desenrolar das investigações.

“Ela é inocente porque ela amava aquele menino, a vida dela era aquele menino. Tudo ela fazia por ele. Esse homem matou sozinho o menino para se vingar dela porque ela não queria mais ele. Ela já estava ficando com outra pessoa para morar junto porque ela ia largar dele”, disse Rosângela.

Já o chaveiro Denilson Oliveira Cardoso também esteve na delegacia, mas para prestar depoimento. Considerado testemunha, ele afirma que a versão de Renato, de que Jeannie deu a chave da residência para que ele cometesse o crime, é falsa.

O profissional afirma que o rapaz o contratou para entrar na residência. “Ele contou que tinha perdido a chave e era para a gente ir lá abrir. Ele pegou um cartão meu, foi embora e voltou uns 10 minutos e eu fui junto com ele”, contou.

O chaveiro contou que, durante todo o percurso até a casa, Renato estava calmo, sem conversar muito. Quando conseguiu abrir a porta, viu a criança sentada no sofá. Ao ficar sabendo do homicídio, Denilson disse que ficou muito chocado. “Foi um baque, muito triste. [Participei do crime] sem saber. Se eu soubesse, jamais [teria aberto a casa]”, concluiu.

O delegado responsável pelo caso, Valdemir Pereira, não quis comentar o depoimento do chaveiro, mas disse ao G1 que está “finalizando os últimos detalhes” para concluir o inquérito. À TV Anhanguera, ele disse que acredita no envolvimento da mãe no crime.

 Jeannie e Renato estão presos suspeitos da morte de Antônyo (Foto: Reprodução/TV Anhangura)

Jeannie e Renato estão presos suspeitos da morte de Antônyo (Foto: Reprodução/TV Anhangura)

Confissão

Renato confessou que matou o enteado estrangulado. O crime aconteceu na sexta-feira (19) e, segundo ele, foi a pedido da mãe do menino, Jeannie da Silva de Oliveira, de 27 anos. Porém, no domingo (21), os dois foram até a Polícia Civil para registrar um falso desaparecimento.

Em um vídeo feito pela Polícia Civil, Renato aparece explicando como matou o menino. “Passei um lençol no pescoço dele, abracei e dei um mata-leão, enforquei até ele ficar sem ar. Eu vi que não estava conseguindo finalizar. […] Aí eu apertei ele com mais força, peguei o lençol e comecei a sufocar ele. Passei o pano por cima do pescoço e pisei em cima”, disse na gravação.

Após a morte, Renato colocou o corpo do garoto em uma caixa de papelão e levou a um terreno baldio. O padrasto levou a polícia até o local. O cadáver foi encontrado enrolando em cobertas.

O padrasto e a mãe seguem presos e vão responder por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsa comunicação de crime.

O pai do menino, o carpinteiro Claudemilton Ferreira de Souza, de 32 anos, tentou levá-lo para ser sepultado em Boa Vista (RR), onde mora, mas não conseguiu por causa do estado de decomposição. Assim, o enterro ocorreu em Goiânia.

FONTE: G1GO

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