PM espera 5 mil manifestantes em ato da greve geral marcado para sexta

Danielle apoia o movimento, mas teme depredações de prédios públicos

Rodoviários e metroviários prometem aderir aos protestos marcados para amanhã e devem parar por 24 horas. O trânsito será fechado na Esplanada, a partir da Rodoviária do Plano Piloto.

Saúde, educação e transporte estão entre os serviços públicos que serão interrompidos amanhã devido à greve geral contra as reformas da Previdência e trabalhista. O ato, organizado por centrais sindicais, dá continuidade às paralisações de 28 de abril. O Governo do Distrito Federal adiantou que vai cumprir a Lei Geral de Greve, que prevê corte de ponto dos grevistas.

O Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal afirmou que todas as empresas de ônibus do DF participarão da paralisação, com duração de 24 horas. O Sindicato dos Metroviários (Sindmetro) também confirmou a adesão, assim como bancários, vigilantes e professores da rede pública. O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindSaúde-DF) informou que a categoria participará da greve e que o mapa da paralisação, que determinará o funcionamento de hospitais públicos, será apresentado hoje.

O Metrô-DF tentou garantir, na Justiça, que os trens circulassem ao menos nos horários de pico, mas o pedido foi indeferido pelo TRT da 10ª Região.

O Eixo Monumental ficará fechado a partir da Rodoviária do Plano Piloto, em razão das manifestações agendadas. As opções são as vias N2 e S2, anexas aos ministérios. Os ministérios receberão reforço especial na parte anterior e posterior, e o comando da PMDF negocia com o Ministério da Justiça a proteção extra dos edifícios por meio da atuação de integrantes da Força Nacional.

O viaduto na pista de ligação da via S1 à N1, próximo à Catedral Metropolitana, contará com seis baias, dispostas horizontalmente no Eixo Monumental, pelas quais os manifestantes deverão passar para serem revistados. Na Avenida das Bandeiras, duas linhas de militares serão dispostas para evitar o acesso ao Congresso Nacional e à Praça dos Três Poderes.
A Polícia Militar deslocará 2,6 mil militares para a Esplanada. Com base em monitoramento de redes sociais e dos ônibus que chegam ao DF, a previsão é de que 5 mil pessoas participem.

Mudança na rotina

Nas ruas, o brasiliense começa a se preparar para as mudanças na rotina. O estudante Victor Marchezoni, 24 anos, mora no Paranoá e estuda em uma faculdade na área central de Brasília. Ele pega um ônibus até a Rodoviária do Plano Piloto todos os dias e adianta o apoio e a participação no ato. “Estamos vivendo um momento político muito complicado no Brasil, e criou-se uma necessidade de se manifestar para ter nossa vontade ouvida”, explica.

Moradora de Taguatinga, a estudante Danielle Rodriguez não estava ciente da greve e, mesmo apoiando o movimento, diz temer a destruição de monumentos. “Nas últimas manifestações, sempre acabamos vendo depredações de patrimônios que são nossos”, argumenta.

O que vai parar

Ônibus e metrô — Não circularão da meia-noite de sexta-feira até
a meia-noite de sábado
Escolas públicas — Não haverá aulas
Bancários — Paralisarão as atividades na sexta-feira
Empregados em estabelecimentos de serviço de saúde pública —
Funcionários de setores não-emergenciais vão cruzar os braços

Do Correio Bras

print

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*