Garoto morre após ser atropelado em Goiás; condutor é liberado apesar da suspeita de embriaguez

Um adolescente de 14 anos morreu após ser atropelado por uma caminhonete, em Senador Canedo, Região Metropolitana de Goiânia. Segundo a família, Gleidson Calaço de Oliveira estava em uma bicicleta quando foi atingido. Ele ia chamar amigos para jogar futebol em um campo próximo da sua casa. Conforme a ocorrência registrada pela Polícia Militar, o motorista “apresentava sinais de embriaguez”, mas não passou pelo teste do bafômetro “por falta de meios”. Em seguida, ele foi liberado.

O acidente aconteceu no domingo (13). No documento consta ainda que, na versão do condutor, “a vítima estava descendo em uma bicicleta sem freio”. O motorista afirma que tentou frear, mas não conseguiu. O garoto chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Apesar da suposta alcoolemia, o documento informa que o motorista foi liberado pelos policiais. A ocorrência foi registrada na Central de Flagrantes e repassada para a Delegacia de Senador Canedo, onde o caso será investigado.

“A providência que vamos tomar agora é abrir o inquérito e intimar tanto os policiais que atuaram na ocorrência como também o motorista. Também vamos ouvir alguém da família”, disse ao G1 o delegado Emerson Morais de Oliveira, responsável pela apuração.

Em nota enviada ao G1, a PM confirmou que atendeu a ocorrência, mas que, devido ao que foi registrado na ocorrência, vai investigar a situação através de Procedimento Investigatório Preliminar.

O comunicado destaca ainda que existem hoje no Batalhão de Trânsito, 11 etilômetros em pleno funcionamento e mais 40 no Detran, “não existindo, assim, falta de equipamentos”.

Família contesta

A mãe de Gleidson, Maria Raimunda Calaço disse que ainda chegou a ver o filho com vida. “Quando eu cheguei e falei com ele, a coisa que ele fez foi apertar a mãozinha dele forte e não falou mais nada”, disse chorando.

A madrinha do garoto, Valdenir Gomes Pereira questionou as alegações do condutor, assim como a liberação dele. “Porque o condutor do carro não foi examinado? Achei que faltou um pouco de averiguação em tudo isso”, opina.

A família ainda não retirou o corpo do Instituto Médico Legal (IML), pois está buscando juntar dinheiro para enterrar o menino no Maranhão, onde grande parte dos familiares moram.

“Não adianta enterrar meu filho aqui e deixar ele jogado sendo que não vou ficar aqui. Quero levar para onde está minha família, onde eu posso visitar o túmulo dele, colocar uma flora para ele. Quando estiver com saudade ir lá e conversar com ele. Ele era um anjinho, uma ótima pessoa”, lamenta Raimunda.

 

 

 

FONTE: E+ NOTICIAS E CLASSIFICADOS – CALDAS NOVAS gGO

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