‘Só ficou a roupa do corpo’, diz dona de imóvel queimado no DF; ex é suspeito

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga um caso de incêndio criminoso registrado no sábado (12), na quadra 310 de Santa Maria. O principal suspeito é o ex-companheiro da dona da casa, a cobradora Elinalva Vieira da Silva, 33 anos.

“Só ficou a roupa do corpo.”

Elinalva contou a imprensa que teve um relacionamento de quatro meses com o homem, de 31 anos, mas após a separação, ele teria ameaçado de incendiar a residência onde ela morava, com os três filhos dela dentro.

“Por sorte, nenhum deles estava lá. Apenas o meu irmão, na casa ao lado, que fica no mesmo lote. Graças a Deus, ele não chegou a se ferir”, revela Elinalva.

A cobradora Elinalva Vieira da Silva mostra a casa incendiada no Recanto das Emas, DF

A cobradora Elinalva Vieira da Silva mostra a casa incendiada no Recanto das Emas, DF

Destruição

O Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar as chamas. Doze militares e três carros da corporação realizaram o combate, impedindo que elas chegassem às casas vizinhas. Após o crime, a cobradora gravou um vídeo (veja acima) mostrando os cômodos destruídos e pedindo ajuda para localizar o suposto culpado.

“Viram ele arrombando a porta e subindo no telhado. Ele disse a uma vizinha que iria fazer. Depois, ainda teve coragem de me ligar contando o que tinha acontecido.”

Procurada, a Polícia Civil informou que o caso envolve a Lei Maria da Penha e, por isso, não poderia dar detalhes sobre o crime. Elinalva conseguiu, na Justiça, uma medida protetiva – que proíbe que o agressor se aproxime. No momento, Thiago Henrique da Silva está foragido.

Ciúmes

Antes do incêndio, o casal teria brigado. Elinalva relata que Thiago era muito ciumento e que foi ameaçada inúmeres vezes pelo ex-companheiro.

“Uma vez, ele quebrou meu celular porque queria ver uma mensagem e eu disse não. Depois, disse que me pagaria. No dia em que tudo aconteceu, fui cobrar o que era meu. Discutimos e ele correu atrás de mim, mas eu fugi. O problema é que ele chegou antes na minha casa”, diz a cobradora.

FONTE: G1DF

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