Governo de Goiás nomeia 577 agentes prisionais aprovados em concurso

Agora, grupo passa por um curso de aperfeiçoamento técnico-profissional. Com esses, unidades prisionais ganharam mais de mil servidores este ano, segundo Seap.

O Governo de Goiás nomeou 577 aprovados no concurso para agente de segurança prisional. Esse é o segundo grupo a tomar posse no certame, realizado em 2014. Agora, eles passam por um curso de aperfeiçoamento técnico-profissional.
Segundo o governo, com os novos nomeados na terça-feira (24), a área recebeu mais de mil novos profissionais este ano. Os agentes são distribuídos para oito regionais do estado, abrangendo cidades como Aparecida de Goiânia, Itaberaí, Caldas Novas e Rio Verde.
Veja a lista de pessoas nomeadas no concurso de agente prisional.
O curso de formação é divido em quatro etapas, com aulas sobre segurança e disciplina, administração penitenciária e também visitas de estudos para que os novos servidores vejam o funcionamento das unidades penitenciárias. A estimativa da Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap) é que em 3 meses o processo de aperfeiçoamento esteja completo.
Polêmica
Em abril, após a primeira nomeação, os convocados descobriram que uma lei, aprovada pela Assembleia Legislativa em 20016, alterou o salário previsto no edital, de R$ 2,8 mil, para R$ 1,5 mil.
Na época, a promotora Villys Marra protocolou uma ação na Justiça questionando a atitude do Estado de alterar as regras depois que o concurso foi realizado. “É uma situação de injustiça muito grande, porque essas pessoas se prepararam, fizeram o concurso sob regras estabelecidas, para ganhar um salário, e, de repente, no final do jogo, muda-se as regras do jogo”, afirmou.
Para o procurador-geral do estado, Alexandre Tocantins, não havia nenhum tipo de irregularidade na redução dos salários da categoria.
“Se ele não tomou posse ainda, se ele não tem nenhum vínculo com a administração e a administração tem dois anos pra nomeá-lo, prorrogável por mais dois e, durante essa prazo houve uma alteração na lei e o concurso dele sequer tinha sido homologado, como é o caso, então ele vai tomar posse se assim o desejar de acordo com o valor estabelecido na lei em vigor”, disse Tocantins.
O G1 entrou em contato por telefone com a assessoria do Tribunal Justiça para saber como está a tramitação da ação, mas não obteve retorno até a publicação dessa reportagem.

Do G1 GO

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