Goiânia é destaque no The New York Times

Cidade é vista como conservadora e sertanejo universitário, música de alta qualidade

Nesta segunda-feira (9/1), Goiânia foi destaque no The New York Times, em artigo intitulado “Sonhos
decadentes da Art Déco no coração do Brasil”(tradução livre). O correspondente do jornal americano no
Brasil, Simon Romero, fala sobre a arquitetura e história da cidade em 15 parágrafos após uma recente
visita à cidade.

Ele destaca o desaparecimento das características que marcaram Goiânia ao ser fundada como “exemplo de cosmopolitismo no interior do Brasil”. De acordo com Romero, as construções que caracterizam a cidade estão sendo destruídas para dar lugar à torres indescritíveis. O autor ressalta as diferenças entre
Goiânia e Brasília, considerando-as respectivamente o início e o fim da Marcha para o Oeste.

A capital goiana, segundo Romero, é vista como o bastião do conservadorismo que tem mudado a política
brasileira e cita o sertanejo universitário como música de alta qualidade. “Com suas churrasqueiras e
clubes com o sertanejo universitário (a versão brasileira da música country de alta qualidade),
Goiânia exemplifica as aspirações pecuárias de grande parte do coração do Brasil”, observa.

Romeno questiona também como seria a cidade se houvesse maior preservação das primeiras construções
arquitetônicas.”Poderia se assemelhar a Asmara, a capital da Eritréia, conhecida pelos seus bem
preservados tesouros Art Deco construídos pelos ocupantes italianos nos anos 30? Ou como uma Miami
Beach nas savanas do Brasil?”, pergunta.

Apesar de ver com certo desalento as mudanças ocasionadas pela globalização, o correspondente do The
New York Times afirma que Goiânia tem mantido parte da sua história em poucos mais de 80 anos de
fundação. Para isso, Romero cita o monumento da Praça do Bandeirante como exemplo e acredita ser o
resultado da busca por mitos em 1942.

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