Operação Caifás: bispo e juiz eclesiástico pedem novo habeas corpus ao STF

A primeira solicitação, impetrada em 28 de março, não chegou a ser analisada pelo relator designado, Edson Fachin. Mesmo assim, a defesa dos acusados de desviar dinheiro da Diocese de Formosa entrou com novo pedido

A defesa do bispo dom José Ronaldo Ribeiro e do juiz eclesiástico padre Tiago Wenceslau, presos durante a Operação Caifás, impetrou, nesta quarta-feira (4/4), novo habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a exclusão do ministro Edson Fachin da relatoria do caso. O novo pedido ficou com o ministro Ricardo Lewandowski.
Em semana agitada e decisiva, que marcou o julgamento do habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – também de relatoria do ministro Fachin – o pedido dos religiosos não chegou a ser analisado e, antes mesmo do parecer, foi impetrada esta nova tentativa, com o objetivo de dar prosseguimento ao processo.
O STF recebeu a primeira solicitação na quarta-feira passada (28/3), após a análise do pedido de habeas corpus ter sido negada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).  Essa é a terceira tentativa dos réus pela saída do Presídio de Formosa (GO), onde estão detidos desde 19 de março, data em que foi deflagrada a Operação Caifás, do Ministério Público de Goiás (MPGO).
Os réus tiveram a prisão provisória convertida em preventiva em 23 de março, sob o argumento de que, se soltos, os acusados poderiam obstruir as investigações. A dupla e outras sete pessoas são acusadas de desviar mais de R$ 2 milhões das paróquias vinculadas à Diocese de Formosa desde 2015. As investigações apontam que, com o dinheiro, houve a compra de uma fazenda de gado em Formosa, uma lotérica em Posse (GO), duas caminhonetes, joias e moedas estrangeiras.
Do Correio Braziliense.
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