Goiás tem 70% dos postos sem combustíveis após bloqueios de caminhoneiros em rodovias, diz sindicato

oiás está com 70% dos 1,6 mil postos sem combustíveis nesta segunda-feira (28), segundo levantamento do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto). Rio Verde, Jataí, Catalão, Porangatu e Luziânia estão entre as cidades sem gasolina, etanol e diesel. O problema no abastecimento, segundo a entidade, é um reflexo da paralisação dos caminhoneiros contra a alta do diesel, que começou há oito dias.

Em Goiânia, 90% dos postos estão sem etanol. O Sindiposto levantou ainda que 35% não têm nem gasolina nem etanol.

A imprensa visitou dez postos de combustíveis em várias regiões da capital. Um deles, no Setor Nova Suíça, não tinha mais combustível e está fechado.

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Dos dez estabelecimentos percorridos pela imprensa, só dois tinham etanol, com preço de R$ 2,95 e R$ 2,99. Já o valor da gasolina nos postos percorridos varia de R$ 4,67 a R$ 4,79. Os frentistas alertaram que os estoques estão baixos e devem durar, no máximo, mais dois dias.

Já o diesel estava em falta na metade dos postos. O valor variava de 3,79 a 3,99.

Monitoramento

A Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor (Procon) fiscalizou postos de combustíveis na semana passada e deve divulgar um balanço da operação na tarde desta segunda-feira (28). O órgão explicou que segue monitorando os preços.

Posto de combustível está sem gasolina e etanol, em Goiânia (Foto: Vitor Santana/ G1)

Posto de combustível está sem gasolina e etanol, em Goiânia (Foto: Vitor Santana/ G1)

O Sindiposto repudia a atitude de alguns donos de postos de se aproveitaram do desabastecimento para aumentar o preço sem justificativa plausível. “Aumentos pontuais ocorreram porque as distribuidoras também subiram o valor, que inevitavelmente é repassado para o consumidor, mas o sindicato não vai compactuar com aumentos injustificados, ocasionados simplesmente pelo aumento da procura”, diz o comunicado enviado pela entidade.

Ato nacional

O protesto dos caminhoneiros, que começou no último dia 21, ocorre em todo o país e cobra a aprovação do Projeto de Lei 528, que estabelece um piso para o frete de combustíveis no país. Além disto, a categoria reivindica a redução no preço do óleo diesel e a criação de uma tabela compensatória, que pague aos motoristas por km rodado.

No domingo (27), o presidente da República, Michel Temer determinou a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel por 60 dias e a isenção de pagamento de pedágio para eixos suspensos de caminhões vazios.

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