Polícia indicia homem por estuprar três mulheres após fingir pedir informações, em Aparecida de Goiânia

Polícia indicia homem por estuprar 3 mulheres após fingir buscar informações em Aparecida de Goiânia — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Segundo delegada, ele chamava vítimas no portão, mentia que precisava de uma informação qualquer e as rendia com uma arma. Em um dos casos, filho de mulher foi trancado dentro do banheiro enquanto mãe era violentada.

Polícia indicia homem por estuprar 3 mulheres após fingir buscar informações em Aparecida de Goiânia — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Polícia indicia homem por estuprar 3 mulheres após fingir buscar informações em Aparecida de Goiânia — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Um homem de 47 anos foi indiciado pela Polícia Civil por estuprar três mulheres em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital. Segundo as investigações, ele ia até a casa das vítimas, as chamava dizendo que queria alguma informação, as rendia e cometia o crime dentro das residências. Em um dos casos, o filho da vítima foi trancado dentro do banheiro enquanto mãe era violentada.

Laudos de DNA comprovaram que os três abusos foram cometidos por Edivaldo Francisco de Sousa. Ele já estava preso desde 2016 por roubo e, na última segunda-feira (7), foi cumprido um novo mandado de prisão contra ele, desta vez por estupro.

“Ele chegava de moto na casa das vítimas, as chamava, dizia que estava procurando alguma pessoa, criava uma confiança e as rendia com uma arma. Ele entrava, estuprava a mulher, as agredia e, na fuga, levava o celular da vítima”, disse a delegada Ana Paula Machado.

Além desses casos, Edivaldo já tinha sido indiciado em 2005 por outras cinco tentativas de estupro. Fora isso, ele já foi condenado por outros crimes de roubo.

Crimes

No dia 5 de outubro de 2016, quando estava no regime semiaberto respondendo por roubo, ele acabou fugindo. No dia 8 do mesmo mês, ele violentou uma mulher. A segunda vítima foi estuprada no dia seguinte e, no dia 23, houve o terceiro abuso.

Já, em dezembro do mesmo ano, ele foi condenado por roubou e estava preso desde então. “Ele iria progredir de regime no ano que vem, mas como cumprimos o mandado de prisão pelos estupros, agora ele deve continuar preso. Ele nega os crimes, diz que não conhece o bairro”, completou a delegada.

O suspeito só foi identificado e os casos solucionados devido ao banco genético. “Como ele já tem uma condenação por roubo, o material genético dele foi inserido no sistema em 2018. Quando foi feita a busca, o resultado deu compatível com o material retirado das três vítimas”, explicou a perita criminal e administradora do banco genético, Marina Mota.

O banco genético já reúne cerca de quatro mil amostras de DNA e tem ajudado na investigação vários crimes, principalmente de violência sexual. “É importante que as vítimas denunciem e procurem a polícia em até três dias para que seja possível fazer a coleta do material genético”, explicou a perita.

Edivaldo vai responder, agora, por três estupros e dois roubos, já que em duas situações, ele levou o celular da vítima. Somadas, as penas dos crimes podem chegar a 50 anos de prisão.

Por Sílvio Túlio, G1 GO

print

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*