Hidroxicloroquina contrabandeada é apreendida na BR-153, em Uruaçu

Foto: Reprodução/PRF

Homens, que transportavam a carga de 3.600 comprimidos, alegaram que o medicamento seria levado para o Maranhão e distribuído em um hospital de campanha. O caso será apurado pela Polícia Civil.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, nesta quarta-feira (27/5), uma carga contrabandeada com 3.600 comprimidos de hidroxicloroquina na BR-153, em Uruaçu, na região Norte de Goiás. O medicamento seria levado para Imperatriz, no Maranhão.

De acordo com a PRF, durante abordagem de rotina na rodovia, os agentes pararam uma caminhonete com quatro ocupantes, sendo homens com idades entre 29 e 58 anos. O grupo alegou que havia saído de São Paulo após trabalharem na produção de um show sertanejo transmitido pela internet e retornavam para casa, na capital maranhense.

Após revista nas bagagens que estavam no veículo, os policiais encontraram, dentro de uma das caixas de equipamento sonoro, 120 caixas do medicamento hidroxicloroquina, com 30 comprimidos cada. O medicamento é produzido no Paraguai é tem o comércio proibido no Brasil.

Hidroxicloroquina contrabandeada seria entregue em hospital do Maranhão, segundo os transportadores

Questionados, os homens informaram que trabalham com tecnologia e, inicialmente, alegaram ter pegado os medicamentos em São Paulo, mas depois afirmaram ter sido em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Segundo a corporação, existe a suspeita de que a carga de remédio entrou no país pela fronteira do Paraguai com o estado de Mato Grosso do Sul. Os homens relataram ainda que a hidroxicloroquina seria levada para o Maranhão e distribuída em um hospital de campanha da capital.

Após a apreensão dos remédios, a PRF acionou a Vigilância Sanitária de Uruaçu. A ocorrência será encaminhada para a Polícia Civil do município, onde seguirá a investigação. Ainda de acordo com a PRF, os homens poderão responder por crime contra a saúde pública.

Uso da hidroxicloroquina

A Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu os testes com a hidroxicloroquina, medicamento usado contra a malária, em pacientes com covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. De acordo com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a interrupção ocorreu por questões de segurança. Ele já havia informado que não havia registro de eficácia do remédio contra a nova infecção.

No Brasil, o uso da hidroxicloroquina tem sido defendido pelo presidente Jair Bolsonaro, como um possível tratamento para a covid-19.

Fonte: Dia Online Goias

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