Peru supera Alemanha e é o 9º país com mais casos de covid-19

Sergi Ruigrand / EFE -

Com aumento diário de mais de 4 mil novos casos, país tem mais de 187 mil infecções e 5,1 mil mortes no total e é o segundo na América Latina.

O Peru se tornou nesta sexta-feira (5) o nono país do mundo com mais casos confirmados de infecções pelo novo coronavírus, após superar a Alemanha e chegar a 187.400 diagnósticos positivos, dos quais 5.162 resultaram em morte, e está muito perto de alcançar a França, que totaliza 190.180 casos, segundo dados oficiais.

O aumento constante do número de infectados — pelo menos 4 mil por dia nas últimas semanas — levou o Peru à segunda posição entre os mais contagiados na América Latina, melhor apenas do que o Brasil.

O Peru é o país latino-americano que mais realiza testes por cada milhão de habitantes, com cerca de 1,15 milhão entre rápidos (998.285) e moleculares (156.183).

A quantidade de mortos aumentou para 5.162, após 131 óbitos no último dia, número que tem se mantido constante ultimamente.

Entre os infectados, 9.198 estão internados, 1.041 conectados a respiradores em unidades de terapia intensiva (UTI), o número mais alto desde o início da pandemia. Até o momento, quase 80 mil pessoas conseguiram se curar da doença, com cerca de 3 mil altas médicas.

Sinais positivos em Lima

Apesar do aumento de casos, especialistas dizem que a curva de contágios começa a diminuir em Lima, o principal foco da pandemia no país, uma vez que a capital, que tem 10 milhões de habitantes e representa 30% da população, é responsável por 59% dos casos detectados em nível nacional.

O diretor de Pesquisa Epidemiológica do Centro Nacional de Epidemiologia do Ministério da Saúde, Cesar Munayco, garantiu nesta sexta-feira à agência oficial “Andina” que o nível de infecções é muito baixo nos distritos nobres de Lima, onde começaram os primeiros casos no Peru.

Entretanto, nos bairros periféricos de Lima, onde há mais aglomeração e a quarentena é quase inexistente, a velocidade de propagação do vírus está desacelerando, mas o especialista pediu para não baixar a guarda.

“A curva global está descendo, mas ainda há distritos, sobretudo os maiores, que estão quase atingindo o pico e começarão a declinar”, disse Munayco.

Vizcarra reconhece desatenção com indígenas

O presidente do Peru, Martín Vizcarra, viajou para a região amazônica de Madre de Dios, no sul do país, onde visitou a comunidade indígena El Pilar, cujos nativos ficaram conhecidos no início da pandemia por terem feito máscaras rudimentares com folhas de palmeira.

Vizcarra reconheceu que o governo não tinha auxiliado a tempo os povos indígenas para preveni-los e tratá-los do novo coronavírus, o que causou um número indeterminado de infectados e mortos, uma vez que o Ministério da Saúde ainda não incluiu a variável étnica nos registos oficiais.

“Estamos fazendo todos os esforços adicionais que precisamos para chegar às comunidades indígenas mais afastadas com o Estado porque são tão peruanas como nós. Temos de aprender com os erros do passado e não voltar a cometê-los”, disse o mandatário.

O governo peruano só elaborou um plano para a covid-19 nas comunidades indígenas dois meses e meio após o confinamento ter sido decretado, através de um documento que continha repetições de políticas gerais já estabelecidas, conforme denunciado por organizações indígenas.

Fonte: R7

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