Área de desmatamento da Chapada dos Veadeiros será unidade de conservação

O governador, Ronaldo Caiado (DEM), anunciou o Parque Estadual das Cataratas do Rio dos Couros na manhã deste domingo (28/6)

O Governo de Goiás criará uma unidade de conservação ambiental em uma área de  desmatamento de 5 mil hectares, que fica conjugada ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. O governador do estado, Ronaldo Caiado (DEM), anunciou o Parque Estadual das Cataratas do Rio dos Couros na manhã deste domingo (28/6). O lugar será administrado de forma conjunta pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) em parceria com a prefeitura local.

De acordo com a Semad, a iniciativa visa a proteção do local, que vive sob pressão de invasores e criminosos ambientais. Caiado ressaltou que a região estava abandonada e “ largada à própria sorte, com invasores e desmatamento descontrolado”. Desde 22 de junho, equipes do Executivo goiano estão na região da Chapada dos Veadeiros fazendo análise das propriedades rurais e públicas.
Durante o período, dezenas de autuações de desmatamento ilegal e de mineração sem licenciamento foram feitas no lugar. Ao todo, as multas somam mais de R$ 3 milhões e o governo prepara uma investida judicial contra os criminosos para a recomposição das áreas destruídas. Na gestão compartilhada, entre o Governo de Goiás e a Prefeitura de Alto Paraíso, ambos terão iguais atribuições, medida que será prevista no ato de criação da unidade.

Criação

Há quase duas décadas, a criação do Parque Estadual Cataratas do Rio dos Couros está no papel. No ano passado, Caiado sugeriu a criação da unidade em parceria com a prefeitura de Alto Paraíso. A proteção da região da Chapada dos Veadeiros ainda atende outra demanda crescente no cenário econômico internacional. Desde o ano passado, fundos de investimento internacionais estimados em mais de R$ 15 trilhões iniciaram um processo de exigência de ações do poder público brasileiro para conter a destruição do meio ambiente e o desmonte das políticas públicas do setor.

São 230 grupos americanos e europeus, que devem se recusar a investir em áreas com desmatamento acelerado e, no caso brasileiro, iniciar a retirada de R$ 5 bilhões já investidos. No caso de Goiás, o cenário é acompanhado de perto pelo governo, uma vez que mercados internacionais tendem a recusar produtos agrícolas oriundos de regiões de desmatamento. Tal boicote atingiria fortemente a economia goiana, que conta hoje com cerca de 80% de suas exportações vindas do campo.
Com informações da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).
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