O nosso Cerrado

O Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil e da América do Sul, ocupando cerca de 25% do território nacional, destacando-se por ser um bioma transicional, ou seja, faz uma ponte com todos os biomas brasileiros por estar no centro do Brasil.

A sua área contínua incide sobre 12 estados brasileiros, além dos encraves (que são terrenos dentro de outros) no Amapá, Roraima e Amazonas, também presente nos países vizinhos Paraguai e Bolívia.

Neste espaço territorial encontram-se as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), que inclusive tem-se o encontro dessas 3 bacias federais em Formosa, o que resulta em um elevado potencial aquífero e favorece a sua rica biodiversidade, sendo chamado de “berço das águas”.

​O Cerrado ainda detém cerca de 5% de toda biodiversidade do planeta e é reconhecido com a Savana mais rica do mundo.
Com toda essa diversidade e riqueza, no nosso bioma encontram-se diversos atrativos deturísticos como cavernas, cachoeiras e grandes chapadas, como a dos Veadeiros e a dos Guimarães.

Apesar da importância do Cerrado, este é o bioma menos protegido e com maior taxa de desmatamento, sendo desmatado 5 vezes mais rápido que a Amazônia, segundo o IPAM (Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia).

Já conforme o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em ​2019 foram desmatados aproximadamente 6.500km2 do Cerrado.

Neste ano, no dia que antecedeu o dia mundial do meio ambiente, em 05 de junho, A Semad deflagrou uma operação no território Kalunga, em Cavalcante, onde foi verificado o desmatamento de uma área de cerca de 530 hectares.

Crimes como esse tem sido recorrente no Cerrado, e a pergunta que perdura é até quando isso vai durar? Mais de 50% do território original do Cerrado já foi devastado, e pelo andar da carruagem, não demorará muito tempo até que consigam destruir tudo. Será que nossos netos ainda vão desfrutar deste bioma tão rico em diversidade?

Por Nátila Arnold, Engenheira Ambiental

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