Idosa com Covid-19 espera 11 horas para ser transferida para UTI por falta de ambulâncias do Samu, em Goiânia

Algumas ambulâncias estão paradas por falta de equipe e outras ficam na fila para serem higienizadas após transportar pacientes com coronavírus.

Uma idosa de 73 anos que está com Covid-19 esperou por 11 horas por uma ambulância para ser transferida para a UTI de um hospital em Goiânia. Algumas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estavam paradas devido à falta de equipe ou esperando higienização, o que causa o atraso no transporte. A Secretaria Municipal de Saúde informou que está tomando medidas para tentar melhorar a situação.

Maria Rita Souza estava internada no Cais Novo Horizonte. A vaga para um hospital de referência para o tratamento de coronavírus saiu durante a madrugada de quarta-feira (29), mas a transferência só aconteceu no meio da tarde.

Enquanto a família aguardava aflita pela transferência, em outra unidade de saúde, uma ambulância que poderia fazer a transferência estava parada devido à falta de equipe. Como os veículos só podem sair com equipe completa, se um motorista, enfermeiro ou médico faltam, ela é tirada de circulação.

Segundo os familiares, a idosa está estável após a transferência. Na quarta-feira, quando Maria Rita precisou do transporte, sete das 13 unidades estavam paradas. Segundo a Secretaria de Saúde de Goiânia, dos 361 funcionários do serviço, 19 estão afastados devido à Covid-19.

“Estou afastado dentro de casa, acabei de contaminar minha esposa. Diante disso, só não foi pior porque meus filhos estão em viagem”, disse um servidor do Samu que não quis se identificar.

Maria Rita Souza esperou 11 horas por transferência para hospital, em Goiânia

A secretária de Saúde, Fátima Mrué, diz que o afastamento de funcionários não é um problema que acontece apenas em Goiânia. “Nós tivemos uma quantidade de funcionários que tiveram de ser afastados compulsoriamente devido a comorbidades, devido à idade. Estamos tentando o mesmo que todos os bons serviços estão fazendo: tentando todas as formas de remanejamento interno e de contratações externas pra suprir essas necessidades”, disse.

Além da falta de equipes, a demora na limpeza das ambulâncias após o transporte de pacientes com Covid-19 ou em situação suspeita é outro problema que contribui para a espera dos pacientes para a transferência. Em um lava-jato da capital, as ambulâncias esperam em fila para serem higienizadas.

“Não é qualquer lava-jato que pode lavar, desinfectar e higienizar uma ambulância. Todos os contratos de lava-jato são feitos seguindo normas de padronização. Nós contamos com dois lava-jatos na capital, um para higienização e desinfecção das ambulâncias do Samu e um para a lavagem e higienização de ambulâncias de suporto sanitário”, disse o coordenador-geral do Samu, André Luís Braga.

Fonte: G1 Goiás 

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