A naja que denunciou uma rede de tráfico

No último mês, um estudante de medicina veterinária foi picado por uma cobra naja no Distrito Federal. A cobra, considerada uma das mais venenosas do mundo, é originária de regiões da África e da Ásia e o ocorrido levantou a questão do tráfico de animais silvestres no Brasil. O então suposto traficante de animais, Pedro Henrique, ficou em coma e foi salvo por uma dose de soro antiofídico enviado do Instituto Butantan, de São Paulo.

Após vir à tona o caso sobre a cobra naja, dezenas de animais foram resgatados pelo Ibama e Polícia Ambiental. Foi descoberta uma verdadeira rede de tráfico de animais selvagens e exóticos. O caso desencadeou diversas ocorrências e até está gerando uma sensibilização ou medo de pessoas que criavam animais de forma ilegal e os entregaramvoluntariamente. Foram localizados tubarões, tartarugas, lagartos e diversas espécies de cobras, todos proibidos de acordo com a legislação.

O tráfico de animais silvestres e exóticos é crime passível de multa e detenção de acordo com a Lei de Crimes Ambientais e é o terceiro maior comércio ilegal do mundo, perdendo apenas para o tráfico de armas e drogas. Todos os anos são retirados das matas milhares de animais para movimentar esse mercado, sendo esse um dos motivos para grande destruição no que tange à fauna brasileira. Em se tratando de Formosa, temos dois Parques Municipais, a Mata da Bica e o Parque do Abreu, ambos abrigam diferentes espécies de cobras, aves e macacos e é de suma importância manter esses animais na mata, bem como não alimentá-los, pois na mata estes encontram os alimentos necessários a sua sobrevivência. Ao avistar qualquer animal fora da mata, contate a Superintendência Municipal de Meio Ambiente através do telefone (61) 3981-1071. As demais denúncias podem ser feitas a Polícia e ao Ibama.

Por Nátila Arnold, Engenheira Ambiental, Lance Goiás

natilaarnold@gmail.com

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