Paleontólogos descobrem fósseis de animais marinhos de 160 milhões de anos no meio do deserto do Atacama

Uma das espécies é o Vinialesaurus, réptil marinho de cerca de quatro metros, que até então só havia sido encontrado uma vez, no Caribe.

Cientistas da Universidade do Chile divulgaram nesta terça-feira (18) a descoberta de fósseis de duas espécies de Plesiossauro no deserto do Atacama. Trata-se de um réptil marinho que teria vivido na região no período Jurássico, cerca de 160 milhões de anos atrás, quando o deserto estava submerso no mar.

Uma das espécies é o Vinialesaurus, réptil marinho de cerca de quatro metros, que até então só havia sido encontrado uma vez, no Caribe. A outra é o Muraenosaurus, de aproximadamente seis metros, cujo novo fóssil é o segundo e mais completo já obtido na América do Sul, segundo pesquisadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Chile e do Museu de História Natural e Cultural da Deserto do Atacama.

Esses Plesiossauros, predadores marinhos, são caracterizados por crânios de cerca de 30 cm, com vértebras cervicais um tanto cilíndricas, corpos robustos e nadadeiras de comprimento médio. Até o momento, não existia registro de seu habitat no deserto do Atacama, o mais seco do mundo, localizado no norte chileno, de acordo com o comunicado da universidade.

“É interessante que no jurássico chileno tenham surgido répteis marinhos que eram conhecidos na Europa alguns milhões de anos antes (como é o caso do Muraenosaurus), e também formas contemporâneas só conhecidas em Cuba”, explica Rodrigo Otero, pesquisador da Rede Paleontológica da Universidade do Chile.

As escavações começaram em 2018 e a descoberta dos fósseis ocorreu cerca de 20 km a oeste da cidade de Calama. Os cientistas encontraram o esqueleto, coluna vertebral, fragmentos de crânio, dentes, pescoço e nadadeiras de dois Muraenosaurus e uma mandíbula de Vinialesaurus.

A data dos fósseis corresponde ao Oxfordiano, era geológica do Período Jurássico que vai de 163 a 157 milhões de anos atrás, segundo o estudo publicado no “Journal of Vertebrate Paleontology”.

Os pesquisadores apontam que os restos mortais foram encontrados no deserto porque a área ficava submersa 160 milhões de anos atrás. Eles também acharam vertebrados marinhos, incluindo restos de crânios de ictiossauros, crocodilos marinhos e pliossauros, assim como uma variedade de peixes.

Fonte: G1

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