Partidos pedem ao STF para barrar nova cédula de R$ 200

Partido Socialista Brasileiro (PSB), Rede Sustentabilidade e Podemos entraram com ação, sob argumento de que nova nota vai facilitar criminalidade, lavagem de dinheiro, além de estimular uso de papel moeda, que é desaconselhado em tempos de pandemia

O Partido Socialista Brasileiro (PSB), a Rede Sustentabilidade e o Podemos entraram com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira, 20, para barrar a produção da cédula de R$ 200 reais, anunciada pelo Banco Central há algumas semanas.

Conforme argumento, a nova nota vai facilitar a criminalidade, a lavagem de dinheiro e que possibilitar o transporte de mais valores com menos notas. Os partidos ainda afirmaram que a criação da nova cédula estimula o uso de papel moeda, o que é desaconselhado em tempos de pandemia.

De acordo com documentos internos do Banco Central, a criação da cédula é em virtude “do contexto de enfrentamento dos efeitos adversos da pandemia sobre a circulação de numerário no país”. O Banco Central prevê o gasto de mais R$ 45,1 milhões para a produção de mais notas de R$ 100, “para fazer frente à demanda de dinheiro em espécie já identificada e projetada”.

A pandemia de coronavírus gera impacto sobre a redução da circulação de dinheiro vivo, prática conhecida como entesouramento.

A impressão das novas notas representa um aumento de 30% no orçamento aprovado pelo BC para emissão de cédulas em 2020. O valor inicial, de acordo com os documentos internos, era de R$ 633,9 milhões, valor que soma os gastos com cédulas e moedas.

Resposta

Em nota, o Banco Central informou para CNN que colocou os documentos da criação da nota de R$ 200 sob sigilo “porque o documento contém algumas informações sensíveis relacionadas ao monitoramento do meio circulante, incluindo dados obtidos de instituições reguladas, e informações sobre medidas ainda em planejamento ou em curso”.

O BC ainda disse que a criação da nova nota não facilitará o uso de dinheiro em espécie em esquemas de lavagem e de corrupção e que o Brasil é alinhado “às melhores práticas internacionais” de combate aos crimes financeiros.

Fonte: Jornal Opção

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