Tempestade Laura deixa Cuba e pode se tornar furacão antes de chegar aos EUA

Temporada de ciclones no Atlântico, que vai até novembro, pode ser especialmente severa este ano.

A tempestade tropical Laura começou a se afastar de Cuba e pode se tornar furacão entre esta terça-feira (25) e quarta-feira (26), antes de chegar aos Estados Unidos, que já está sob ameaça do ciclone enfraquecido Marco.

Após passar pelo mar do Caribe por toda a costa de Cuba, de leste a oeste, Laura tocou terra na noite desta segunda-feira (24) na região de Punta La Capitana, em San Cristobal, de acordo com um relatório oficial. Duas horas depois, a tempestade voltou para o mar por Puerto Esperanza e iniciou o seu deslocamento pelo Golfo do México.

“Já saiu para o mar a ampla região central da tempestade Laura, pelas imediações de Puerto Esperanza, província de Pinar del Rio. Ela irá se afastar aos poucos e seus efeitos irão diminuir, embora ainda há chuva”, explicou o meteorologista José Rubiera à TV estatal cubana.

Laura deixa Cuba após causar a morte de pelo menos 24 pessoas no Haiti e na República Dominicana, que compartilham a ilha La Española.

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) prevê que Laura se torne furacão antes de alcançar o litoral americano, na região da Louisiana.

A temporada de ciclones no Atlântico, que vai até novembro, pode ser especialmente severa este ano. O NHC espera 25 tempestades, sendo que Laura é a 12ª segunda até agora.

Enquanto isso, o furacão Marco perdeu força e foi rebaixado para tempestade na noite de domingo, produzindo “chuvas fortes e rajadas de vento ao longo de setores da costa norte do Golfo” do México, segundo o NHC.

A trajetória

O centro da tempestade passou por Santiago de Cuba, atravessou o Granma para sair no golfo de Guacanayabo. Seguiu pelo mar em paralelo à costa sul do centro do país e se encontrava à altura de Cienfuegos.

Em sua passagem, provocou chuvas, marés altas e inundações costeiras. Um total de 334 mil pessoas foram levadas em toda a ilha para lugares seguros, de acordo com números preliminares da Defesa Civil. Apenas entre Guantánamo, Santiago de Cuba, Granma e Camagüey, cerca de 200 mil pessoas foram deslocadas para abrigos.

Nas regiões de Guantánamo e Santiago de Cuba, no leste do país, o ciclone causou rajadas de até 146 km por hora e ondas de mais de 3 metros na cidade de Maisi, no extremo oriente da ilha.

Fonte: G1

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