ANACRIM – Associação Nacional da Advocacia Criminal emite nota em Defesa das Prerrogativas da Advocacia, após Operação contra advogados e Escritórios em vários Estados

A operação é baseada em uma delação premiada de Orlando Diniz, ex-presidente da seção fluminense do Sistema S — que engloba Fecomércio, Sesc e Senac.

O juiz federal Marcelo Bretas expediu 50 mandados de buscas e apreensões e aceitou a denúncia do MPF, tornando rés 26 pessoas. Não há mandados de prisão.

Diante disto, a ANACRIM emitiu a seguinte nota:

NOTA DA ANACRIM

Na manhã dessa quarta-feira (09/09/20), assistimos estarrecidos a um dos mais contundentes ataques à advocacia do Brasil.

De nossa parte não há surpresa, pois o cenário de violações vem se multiplicando exponencialmente, mas sim, um profundo sentimento de indignação.

As violações de prerrogativas, diuturnamente impostas aos pequenos escritórios, e à advocacia mais modesta, hoje, especialmente, atingiu em cheio os grandes escritórios e lideranças da nossa classe.

Historicamente tem imperado, no seio da advocacia, sobretudo a criminal, a lógica do “Intertexto” de Bertolt Brecht, subsistindo a vaidade e o solipsismo, como combustíveis para a necrose reputacional da nossa profissão.

No dia de hoje, uma parcela da magistratura, aliada a uma parte do Ministério Público Federal, impuseram à advocacia um capítulo triste e vexatório na sua história, muito mais por autoritarismo, abuso de poder e passividade da própria advocacia, do que por elementos de convicção, que eventualmente pudessem existir nas palavras de um delator, reconhecidamente um criminoso confesso e desmoralizado.

A Associação Nacional da Advocacia Criminal – ANACRIM repudia a forma autoritária e açodada com a qual se revestiu a decisão do juiz Marcelo Bretas, solidarizando-se com todos os advogados e escritórios violentamente afrontados nesta data, bem como empresta incondicional apoio ao nosso presidente Felipe Santa Cruz.

Não obstante, reitera a urgente necessidade de união e mobilização da nossa classe, o que perpassa pela proativa e consciente adesão das grandes bancas, para reequilibrar um jogo processual no qual a advocacia está sendo visível e injustamente marginalizada.

Rio de Janeiro, 09 de setembro de 2020.

James Walker Júnior
ANACRIM

Mandados em dois estados e no DF

 

Equipes da força-tarefa cumpriam os mandados no Rio, em São Paulo, no Distrito Federal e em Alagoas.

Por volta das 6h, os policiais chegaram em um endereço na Rua Urbano Santos, na Urca, e na Avenida Visconde de Albuquerque, no Leblon, ambos na Zona Sul do Rio.

Pouco depois, os policiais estiveram em um endereço na Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso, no condomínio Golden Green, na Barra da Tijuca. Os mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio.

Por Lance Goiás

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