Flordelis não se apresenta na Câmara e corregedor vai ao apartamento funcional entregar notificação

Acusada de arquitetar a morte do marido, o pastor Anderson, Flordelis não foi presa por ter foro privilegiado de deputada federal Foto: Daniel Marenco em 10-7-2019 / Agência O GLOBO
Parlamentar foi denunciada pelo Ministério Público como mandante do assassinato do marido

Após não se apresentar na Câmara dos Deputados para assinar a notificação quanto a  representação de que é alvo na Casa, a deputada Flordelis (PSD-RJ) foi procurada pelo corregedor, deputado Paulo Bengtson (PTB-PA), em seu apartamento funcional. Se ela assinar o documento, começa a contar o prazo de cinco dias úteis para que apresente sua defesa por escrito.

Segundo Bengtson, se ela não assinar a notificação, ele vai pedir que o aviso sobre o processo seja incluído no Diário Oficial de amanhã, o que também dá início ao período para apresentação da defesa.

— Estamos ganhando tempo — explicou.

Além disso, a partir de então o corregedor terá mais 45 dias para produzir um parecer sobre o caso. Ele afirmou que “o processo está bem adiantado”, e que pretende indicar à Mesa Diretora se a representação é procedente ou não em até 15 dias.

Flordelis foi denunciada como mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. Ela é investigada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, que apontam que ela ainda teria convencido os filhos a participarem do crime.

Por isso, o deputado Léo Motta (PLS-MG), apresentou a representação por quebra de decoro parlamentar, o que pode levar à cassação do mandato da deputada. Para tanto, o Conselho de Ética, que instaura o processo disciplinar e os trabalhos suspensos durante a pandemia, analisa o caso, repassado pela Mesa Diretora, e indica qual a punição que deve ser adotada. Se for pela perda do mandato, o plenário da Câmara precisa confirmar a decisão.

 

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