MPF de SP denuncia ex-executivos de construtoras por cartel para obras de transporte durante 16 anos no país

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo denunciou nesta terça-feira (29) cinco executivos que integram algumas das maiores empreiteiras do país por formação de cartel para a realização de obras em transportes públicos, em especial de metrô, em diversas cidades, no período de 1998 a 2014. Foi a última denúncia da força-tarefa da Lava Jato em SP após o pedido de demissão coletiva de sete procuradores, que deixam o cargo nesta terça no estado.

Segundo a denúncia, os executivos criaram uma instituição chamada “Tatu Tênis Clube”, cujo estatuto serviu para definir os termos do acordo por meio de metáforas esportivas (veja mais abaixo).

Para os procuradores, o alvo preferencial do grupo foram as obras para o transporte sobre trilhos. Os projetos licitatórios burlados pelo cartel incluem, segundo o MPF, as linhas 2, 4 e 5 do Metrô de São Paulo, as linhas 3 e 4 no Rio de Janeiro e a construção ou expansão de ramais em Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e Porto Alegre.

A denúncia foi apresentada pela força-tarefa da Lava Jato em São Paulo contra cinco ex-executivos de grandes construtoras. Foram denunciados:

  • Benedicto Barbosa da Silva Júnior (ex-diretor de infraestrutura da Odebrecht);
  • Márcio Magalhães Duarte Pinto (ex-diretor de finanças da Andrade Gutierrez);
  • Othon Zanoide de Moraes Filho (ex-diretor de desenvolvimento comercial da Queiroz Galvão);
  • Saulo Thadeu Catão Vasconcelos e Dalton dos Santos Avancini (ex-diretores de transportes da Camargo Corrêa).

 

Por Cesar Tralli, TV Globo — São Paulo

 

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