WhatsApp e Twitter definem estratégias para combater desinformação nas eleições

Pandemia da Covid-19 impulsionou importância das redes sociais nas campanhas para as eleições de 2020

Com a pandemia da Covid-19 limitando aglomerações em todo o país, as redes sociais atingiram um papel fundamental nas campanhas para as eleições de 2020. Com a relevância, cresce também a preocupação acerca da disseminação de informações enganosas durante o processo eleitoral.

Para evitar o compartilhamento em massa de informações enganosas como aconteceu no pleito anterior, de 2018, as plataformas de comunicação têm sido cobradas a dar celeridade às denúncias e garantir que as fake news não ganhem tração na internet.

Em webinar realizado pela Casa JOTAnesta quinta-feira (24/9), Dario Durigan, head de políticas públicas do WhatsApp no Brasil, e Fernando Gallo, head de políticas públicas do Twitter Brasil, apresentaram as principais ferramentas que as plataformas estão implementando no país.

Apontaram também os caminhos que candidatos às eleições podem evitar para não entrar na lógica da disseminação de informações falsas, e comentaram sobre propostas de regulamentação de mídias sociais.

Segundo Durigan, do WhatsApp, em 2020 o aplicativo sofreu uma série de aprimoramentos, em comparação a 2018. Dentre eles estão: garantir mecanismos para a plataforma conter a viralidade de mensagens, limitando o encaminhamento de mensagens, combater o disparo automático de mensagens, e fechar uma parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ter um canal direto de comunicação.

“Em uma democracia sólida, que depende de um processo rígido de eleição, é fundamental que haja a parceria com a Justiça Eleitoral. Neste ano, o WhatsApp ofereceu ao TSE uma ferramenta sem precedentes no mundo. Disponibilizaremos um canal verificado do TSE dentro do WhatsApp, onde o eleitor poderá acessar facilmente informações, orientações, serviços e dúvidas. Haverá, ainda, uma plataforma para o TSE nos repassar as contas que fazem automação de disparo de mensagens”, disse Durigan.

 

“Para o Whatsapp, a eleição municipal de 2020 no Brasil tem o mesmo nível de prioridade da eleição presidencial americana”, afirmou Durigan.

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