Salles defende ‘boi bombeiro’ citado por ministra da Agricultura

Ministro do Meio Ambiente também defende o uso do chamado fogo frio como uma medida preventiva para combater as queimadas
BRASÍLIA — O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou nesta terça-feira que concorda com a afirmação do “boi bombeiro” feita pela colega Tereza Cristina. Na semana passada, durante audiência pública na comissão do Senado que debate ações do governo contra incêndios no Pantanal, a ministra da Agricultura afirmou que o gado agiria como “bombeiro” por comer o capim do bioma, evitando que o fogo se alastrasse. O Greenpeace, ONG que atua em defesa da preservação ambiental, especialistas  classificadram a  fala da ministra como “equivocada”.

Nesta terça, Salles também voltou a defender o uso do chamado fogo frio como uma medida preventiva para combater as queimadas. A medida consiste em queimar matéria orgânica de maneira controlada e tem sido defendida por Salles desde que os incêndios começaram a devastar o Pantanal. Ele reclamou que é preciso permitir as queimadas controladas e evitar o “boicote por visões que não acreditam no formato”.

— Mas, como todos disseram, há medidas que nós podemos e continuaremos fazendo, para não só prevenir e, para isso, fazer os aceiros, permitir a criação de gado no Pantanal, como forma de reduzir a massa orgânica, permitir que seja feita a queima controlada, o uso do fogo frio, e não ter isso como algo a ser indiretamente boicotado por algumas visões que não acreditam nesse formato — afirmou Salles.

Salles, que nesta terça compareceu virtualmente à mesma comissão do Senado, fez uma defesa da frase de Tereza Cristina afirmando ter “fontes diferentes” sobre a importância da pecuária no Pantanal. O ministro, no entanto, não citou ou identificou nenhuma dessas fontes.

— Outra discussão que vem dando bastante polêmica diz respeito à história do “boi bombeiro” e a criação de gado do Pantanal. A própria ministra Tereza Cristina fez um comentário esta semana acerca da importância da criação de gado no Pantanal. Nós concordamos — disse Salles. — Ouvimos de várias fontes diferentes sobre a necessidade de haver um reconhecimento do papel da criação de gado no Pantanal, uma vez que o gado também contribui para diminuir o que há de excesso de matéria orgânica. O capim, enfim, o pasto que ele ajuda a reduzir.

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