A problemática do esgoto

O período chuvoso chegou trazendo consigo uma problemática crônica que se trata da parte do esgotamento sanitário. Não há como falar sobre saneamento básico, especificamente o esgoto, sem levar em consideração o crescimento populacional, e aqui em Formosa parte do município cresceu de forma desordenada, o que acarreta em diversos problemas que sofremos atualmente como extravasamento de esgoto em períodos chuvosos e enchentes; fatores como construções em áreas irregulares, crescimento sem planejamento e maior impermeabilização da cidade contribuem para esse problema.

É primordial que 100% do esgoto gerado na cidade seja tratado, assim podemos evitar riscos de contaminação e transmissão de doenças, e não menos importante, evitar graves danos ao meio ambiente, cumprindo, assim, as legislações federal, estadual e municipal de saneamento básico.

Porém, não adianta termos um tratamento de esgoto eficaz, uma cidade planejada se a própria população não fizer a sua parte em cuidar da cidade, mas infelizmente conhecemos bem a cultura de alguns formosenses em jogar lixo nas ruas, bueiros e córregos, contribuindo para uma Formosa suja e poluída. Em contrapartida, a população deve contar com infraestrutura adequada quanto ao saneamento básico, em específico o tratamento de esgoto. 

Em meados dos anos 2000, Formosa recebeu uma obra de estruturação da rede coletora de esgoto. Porém 20 anos depois, houve um crescimento gigantesco na cidade e a rede se manteve a mesma, ou seja, como atender uma cidade que foi projetada vinte anos atrás, com a nossa realidade atual? O que não sabemos é se haverá uma completa reestruturação na rede de esgoto de Formosa. Haverá necessidade de quebrar a cidade toda para redimensionar ou superdimensionar corretamente a rede? O usuário está preparado para as mudanças necessárias no sistema sanitário? São muitas indagações, mas Formosa precisa de estrutura adequada e só teremos isso com planejamento e execução de serviços adequados a realidade de uma cidade que aumenta diariamente.

 

Por Nátila Arnold, Lance Goiás

natilaarnold@gmail.com

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