História de Goiânia passa pelas gestões de 24 prefeitos diferentes

Goiânia –  Os eleitores de Goiânia, cidade que completa 87 anos neste sábado (24/10), escolherão no próximo mês o 25º prefeito da Capital. Desde a emancipação política da cidade, em 24 de outubro de 1933, 24 pessoas diferentes assumiram o cargo. Entretanto, somente o atual prefeito, Iris Rezende, e Paulo Garcia, que faleceu em 2017, tiveram mais de um mandato consecutivo. Neste pleito, portanto, os eleitores escolherão um nome que assumirá o posto pela primeira vez.

Analisando as administrações da Capital, o cientista político Robert Bonifácio afirma que por Goiânia ainda ser uma cidade jovem, ainda não há muitas personalidades políticas que se construíram na cidade. “Isso não é um problema, é algo que faz parte da dinâmica de Goiânia. Nessas eleições, por exemplo, os dois candidatos que estão à frente nas pesquisas não são daqui. Não me lembro a última vez que o presidente da Assembleia Legislativa foi de Goiânia. As redes políticas têm uma importância do interior e, como Goiânia é uma cidade jovem, ainda não construiu muitas gerações políticas nativas. A cidade é construída pelo interior, que tem um peso muito relevante no sentido político”, avalia.

Robert Bonifácio destaca que no sentido econômico, Goiânia é uma cidade pujante, é um projeto que em certa medida deu certo, porque foi uma cidade pensada para ser a Capital, a referência, o centro de Goiás. Entretanto, ainda não houve, segundo o cientista político, uma gestão municipal que se tornou referência nacional.

“As inovações, em termo de gestão, foram adotadas, mas não criadas aqui. A governança do Pedro Wilson, por exemplo, trouxe o Orçamento Participativo, que era uma marca do PT. Iris trouxe a questão do mutirão, que é uma característica dele, mas adaptada de outras ações, e isso acabou se tornando sua marca. Então, Goiânia não é uma cidade pioneira em termos de gestão”, analisa.

Dos 16 candidatos a prefeito de Goiânia, apenas dois já exerceram o cargo em outras cidades. A administração da Capital do Estado será um desafio para o novo gestor, já que a cidade ainda vive um processo de amadurecimento.

“O próximo prefeito ou prefeita deve ter consciência do quanto que essas obras que estão sendo finalizadas vão contribuir ou, quem sabe, atrapalhar o desenvolvimento da cidade. Cada um precisa fazer o seu juízo, porque a cidade está sendo transformada”, afirma Robert Bonifácio.

Ele destaca que, embora Goiânia seja a décima cidade mais populosa do país, tem também a terceira maior frota de carros. Isso, segundo o cientista político, pode ser explicado pela baixa qualidade do transporte coletivo. “É essencial para pensar a qualidade de vida na cidade e isso deve ser prioridade para a qualidade de vida da população, principalmente a mais desfavorecida, que depende diariamente do transporte coletivo”, diz.

Opinião semelhante é compartilhada pelo doutor em Letras Anselmo Pessoa Neto, membro do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade Federal de Goiás (CEB-UFG) e estudioso das cidades. Ele afirma que a mobilidade urbana é uma questão urgente em Goiânia. “A falta de mobilidade urbana afasta as pessoas da vida da cidade como um lugar para se viver, afasta as pessoas da cultura, faz a cidade perder seu sentido”, afirma.

Anselmo destaca ainda que a vida cultural ativa, parques e áreas verdes, serviços de saúde e educação devem ser a prioridade do próximo gestor de Goiânia. “É importante colocar em prática as ideias, de fato, e não ficar só no marketing da campanha. Esses temas devem ser, de fato, a prioridade do próximo prefeito”, argumenta.

Outro ponto que merece atenção do próximo gestor, de acordo com Robert Bonifácio, é a inovação. A ciência e a tecnologia devem ser âncoras na capital para, depois, avançar também no interior. “A gente vive em um Estado que a principal economia é agrária, mas Goiânia não é rica por isso. É imprescindível a questão da inovação, ciência e tecnologia, e Goiânia precisa ser uma cidade forte nesses pontos para confrontar com a natureza do agronegócio. Embora seja um motivo de orgulho que nós sejamos liderança na produção agrícola, não podemos parar por aí. Precisamos buscar mais.”

Gestão mais longa
Com quatro mandatos, Iris Rezende foi a pessoa que mais governou Goiânia. Seus 16 anos de governo começaram quando ele tinha 31 anos, em 31 de janeiro de 1966, quando assumiu o cargo pela primeira vez ao derrotar Juca Ludovico, ex-governador do Estado, na disputa pela prefeitura da Capital.


Iris Rezende (Foto: divulgação)

Já no seu primeiro mandato, iniciou o que talvez foi sua maior marca de gestão: os mutirões de casas populares, em que agia ativamente junto à população. Sua atuação destacada à frente da prefeitura de Goiânia chamou a atenção do governo militar, que cassou seus direitos políticos por 10 anos, com base no Ato Institucional 5 (AI-5).

Na avaliação do cientista político Robert Bonifácio, além da grande liderança política que sempre foi em Goiânia e no Estado, Iris teve a inteligência de criar obras que são marcas registradas de Goiânia. “É impossível andar pela cidade e não remeter a ele. São grandes obras, algumas que a população até brinca, como ‘os chifres do Iris’, todas muito associadas a ele, além dos mutirões, que são sua marca.”

Viaduto Latif Sebba é uma das obras marcantes de Iris Rezende (Foto: Prefeitura de Goiânia)

Outro ponto levantado pelo cientista político para a popularidade de Iris é o fato de que o atual prefeito sempre pertenceu a um grande partido, de expressão nacional. “Isso contribuiu muito para ter sido sempre eleito com boa votação, ter sido, inclusive, ministro. Ele está há muito tempo na política e não existe um eleitor goianiense que não o conheça. Suas marcas de gestão são conhecidas da população goiana: começa com os dois primeiros anos de austeridade fiscal e os dois últimos com investimentos em obras.”

Prefeitos de Goiânia
Como forma de homenagear nossa Capital neste aniversário de 87 anos, o jornal A Redação listou os prefeitos que já assumiram a gestão municipal. O primeiro prefeito de Goiânia foi Venerando de Freitas Borges, empossado em 20 de novembro de 1935 pelo então interventor Pedro Ludovico Teixeira. Desde então, outras 23 pessoas assumiram o cargo.

Conheça os prefeitos que fizeram a história da Capital:

Venerando de Freitas Borges (20 de novembro de 1935 a 5 de novembro de 1945 | 31 de janeiro de 1951 e 31 de janeiro de 1955)

Foi o primeiro prefeito de Goiânia, nomeado pelo Interventor Estadual Pedro Ludovico Teixeira. Sua primeira gestão em Goiânia teve dez anos. Ao todo, governou Goiânia por 13 anos e deu continuidade ao trabalho de Pedro Ludovico Teixeira. Venerando abraçou a ideia de uma cidade moderna e jovem, construindo a Faculdade de Ciências Eco­nômicas de Goiás e fundando a primeira Escola de Comércio de Goiânia. Além disso, fez na capital grandes obras, visando atrair um público culto, como o Teatro Goiânia, o Cine Teatro de Campinas e o Grande Hotel.

Ismerino Soares de Carvalho (18 de fevereiro de 1945 a 25 de março de 1947 | 26 de março de 1947 6 de novembro de 1947)

Ismerino assumiu a prefeitura interinamente por meio da nomeação de Eládio de Amorim e, posteriormente, pelo Interventor Estadual Jerônimo Coimbra Bueno. Foi uma das figuras em torno da construção de Goiânia e quem datilografou o Código de Edificações de Goiânia, legislação responsável por permitir que donos de propriedade loteassem bairros de forma independente, o que contribuiu para um crescimento exponencial. Tinha uma gestão de negócios financeiros bastante destacada. Teria sido o primeiro a implantar administrativamente o Código de Posturas de Goiânia.

Orivaldo Borges Leão (18 de fevereiro de 1946 a 25 de março de 1947)

Indicado pelo novo governador, Felipe Antônio Xavier de Barros, Orivaldo foi conhecido pelo apoio financeiro para formação das primeiras feiras. A intenção era instituir o funcionamento das feiras para tentar solucionar o problema de escassez de abastecimento de alimentos da população, principalmente de Campinas.

Eurico Viana (6 de novembro de 1947 a 30 de janeiro de 1951)

Foi o engenheiro responsável pela administração das obras de Goiânia e o primeiro prefeito eleito diretamente pelo voto popular. Promoveu a construção e abertura de várias avenidas, além de uma reforma mais significativa no Mercado Central, apoiou a criação e a maior estruturação das feiras públicas. Apoiou a criação e exploração de novos bairros.

Arthur Oscar de Macedo Sobrinho (janeiro a fevereiro de 1955)
Assumiu interinamente na condição de presidente da Câmara Municipal, por cerca de um mês.

Messias de Souza Costa (2 de fevereiro de 1955 a 5 de março de 1955)

Assumiu interinamente na condição de presidente da Câmara Municipal, até que o prefeito eleito pudesse assumir após eleições suplementares no bairro de Campinas.

João de Paula Teixeira Filho (5 de março de 1955 a 31 de janeiro de 1959)
Conhecido como Parateca, João de Paula teve dificuldade na apresentação dos projetos de administração municipal, com resistência de aprovação na Câmara Municipal. Atendeu a zona rural do município, construindo estradas muncipais e açudes e fundando escolas no campo. Investiu na infraestrutura dos então distritos da Capital, como Aparecida de Goiânia, Goianira e Senador Canedo. Implantou um novo sistema de arborização e criou o Viveiro Municipal.

Jaime Câmara (31 de janeiro de 1959 a 31 de janeiro de 1961)
Com perfil empresarial, teve uma gestão bastante reconhecida. Criou o Banco Municipalista (hoje denominado Banco do Povo) e implantou um projeto administrativo para Goiânia. Foi o prefeito reconhecido por asfaltar o bairro de Campinas, implantar uma estrutura moderna administrativa e investir no funcionalismo público. Criou várias escolas rurais e melhorou as estradas de acesso para a população atendida por essas instituições.

Hélio Seixo de Brito (31 de janeiro de 1961 a 31 de janeiro de 1966)

Foi o primeiro vilaboense e o primeiro médico a se tornar prefeito da nova Capital. O único prefeito ligado à UDN, ao caiadismo ou à direita história em Goiás. Além do Código Tributário, procurou dotar a cidade de condições administrativas e técnicas sem elaboração do depender do governo estadual, a que se opunha. Contratou o Instituto Brasileiro de Administração Municipal para modernizar a gestão da Capital e transformou os distritos de Aparecida de Goiânia, Goianira e Senador Canedo em subprefeituras.

Iris Rezende (31 de janeiro de 1966 a 20 de outubro de 1969 | 1 de janeiro de 2005 a 1 de abril de 2010 | 1º de janeiro de 2017 a 2020)

Elegeu-se prefeito de Goiânia pela primeira vez em 1966, marcando a sua gestão com os mutirões para a construção de casas populares. Sua popularidade levou à cassação de seu mandato pelos militares.

À frente da segunda administração municipal, dedicou-se a melhorar a educação pública de Goiânia por meio da contratação de professores e de investimentos na construção de novas escolas. Inaugurou 35 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIS). Realizou obras de urbanização na cidade por meio da construção de mais de 200 praças e a revitalização de outra centena.

Em novembro de 2007, uma de suas mais importantes e esperadas obras em Goiânia, o Viaduto da Praça Latif Sebba, mais conhecido como Viaduto do Ratinho. Em seu novo mandato, iniciado em 1º de janeiro de 2009, no ano seguinte abdicou da prefeitura para se candidatar ao governo estadual.
Em 2016 foi eleito novamente prefeito de Goiânia. Sua atual gestão tem sido marcada por obras de infaestrutura, como a retomada das obras do BRT e o viaduto da Marginal Botafogo
Leonino Caiado (22 de outubro de 1969 a 30 de junho de 1970)
Foi nomeado pelo então governador Otávio Lage de Siqueira como o primeiro prefeito designado para o cargo na Ditadura Militar. Conduziu as obras inconclusas do primeiro mandato de Iris Rezende, como o Parque Mutirama e a Praça do Avião.

Manoel dos Reis e Silva (2 de julho de 1970 a 14 de abril de 1974)

Foi nomeado pelo governador Otávio Lage de Siqueira. Sua gestão foi descrita como marcada por obras, otimização dos gastos públicos e incentivo à vinculação da pecuária à imagem da cidade. Como prefeito, triplicou a área asfaltada da cidade, aumentou de 11 para 93 as praças e rótulas, construiu galerias pluviais, inaugurou 32 grupos escolares e abriu as avenidas Castelo Branco e Independência, além de criar o programa Prefeitura nos Bairros.

Rubens Vieira Guerra (27 de maio de 1974 a 21 de março de 1975)

Nomeado pelo governador do Estado Leonino Di Ramos Caiado, durante a Ditadura Militar. Ex-presidente da Saneago, foi conhecido como um tocador de obras.

Francisco de Freitas Castro (21 de março de 1975 a 17 de maio de 1978)

Nomeado pelo governador do Estado Irapuan Costa Júnior, durante a Ditadura Militar. Jogador de base do Atlético Clube Goianiense, Francisco foi o responsável pelo asfaltamento da Avenida Castelo Branco e a sua ampliação, além da construção da avenida Perimetral Norte e prolongamento da avenida 24 de Outubro, a partir da Praça Joaquim Lúcio. Foi o responsável pela implantação do Sistema Integrado de Transporte Urbano de Goiânia e por asfaltar todas as ruas e avenidas que alimentavam o Eixo Anhanguera.

Hélio Mauro Umbelino Lôbo (17 de maio de 1978 a 10 de abril de 1979)

Nomeado pelo governador do Estado Irapuan Costa Júnior, durante a Ditadura Militar. Em seu primeiro dia de governo, baixou um decreto proibindo a construção de prédios com mais de seis andares nos setores Central, Oeste e Sul para manter a originalidade do projeto arquitetônico da Capital, elaborado por Attilio Corrêa Lima, e enviou para a Câmara Municipal um projeto de lei para ser aprovado como o Plano Diretor. Restaurou o Correio da Praça Cívica e a Praça do Cruzeiro.

Daniel Antônio de Oliveira (10 de abril de 1979 a 30 de junho de 1979 | 1º de janeiro de 1986 a 26 de março de 1987)

Na sua primeira gestão, foi nomeado pela Assembleia Legislativa, assumiu interinamente na condição de Presidente da Câmara Municipal. Na segunda gestão, foi o primeiro prefeito eleito diretamente após o golpe de 1964. Sua gestão viveu momentos delicados como o suicídio do vice-prefeito Pedro Ludovico em fevereiro de 1987 e a intervenção que o afastou do cargo por quase metade do mandato e o fez romper com o governador Henrique Santillo. Diante da ausência de provas, foi reintegrado ao posto por decisão judicial.

Índio do Brasil Artiaga Lima (30 de junho de 1979 a 14 de maio de 1982)

Nomeado pelo governador do Estado Ary Valadão. Fez uma administração planejada, com a formulação e aprovação pela Câmara Municipal da Lei de Zoneamento e Uso do Solo e iniciou a revisão dos Códigos de Posturas Urbanas e de Edificações e Obras. Na sua administração, foi atualizado o projeto de urbanização do Bosque dos Buritis, criada a Companhia e Iluminação Pública de Goiânia e implantada a Área Azul, o sistema de estacionamento rotativo de Goiânia, além de implantar e instalar os eixos de transporte coletivo.

Goianésio Ferreira Lucas (17 de maio de 1982 a 14 de março de 1983)

Nomeado pelo governador do Estado Ary Valadão, foi o terceiro médico a ser prefeito de Goiânia. Antes de ser prefeito, criou a Fundação Municipal de Desenvolvimento Econômico, voltada para a população mais carente. Instalou postos de saúde em vários setores da cidade, além de escolas de ensino fundamental nas regiões periféricas. Uma de suas marcas foi a assistência à infância, adolescência e idosos.

Daniel Borges do Campos (15 de março de 1983 a 18 de março de 1983)
Assumiu apenas por três dias a prefeitura de Goiânia.

Nion Albernaz (18 de março de 1983 a 31 de dezembro de 1985 | 1º de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1992 | 1º de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000)
Em sua primeira gestão, foi nomeado pelo  governador do Estado Iris Rezende. Entre seus principais feitos estão a promoção da urbanização de Goiânia; a construção das Marginais Botafogo e Cascavel; informatização da Prefeitura através da Comdata; início da construção do Paço Municipal; criou os Cepal – Centros de Alimentação; implantou a Avenida Cora Coralina, para melhorar o tráfego da Avenida 85; foi o primeiro órgão executivo do País a criar a Assessoria Especial para Políticas Públicas da Juventude. Em suas gestões, priorizou a arborização e construção de praças na Capital, o que fez Goiânia ser conhecida como a Cidade das Flores.

Joaquim Roriz (23 de março de 1987 a 17 de outubro de 1988)

Interventor nomeado pelo governador do Estado Henrique Santillo. Promoveu a restauração do Mercado Municipal e teve uma gestão administrativamente tranquila, com obras de asfaltamento, iluminação e infraestrutura.

Darci Accorsi (1º de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996)

Durante seu mandato de prefeito em Goiânia, criou o “Orçamento Participativo”, cujo nome fantasia era “Goiânia Viva”. Além disso, criou também o projeto Cidadão 2000 de assistência social a crianças e jovens de baixo poder aquisitivo.

Pedro Wilson Guimarães (1º de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004)

Em sua administração, aconteceram dois fatos cruciais na história do município: a revitalização da Avenida Goiás e a criação do Mercado Aberto, na Avenida Paranaíba.

Paulo Garcia (1º de abril de 2010 a 31 de dezembro de 2016)

Assumiu a prefeitura de Goiânia após a renúncia de Iris para disputar o Governo de Goiás, sendo o terceiro prefeito petista da capital goiana, após Darci Accorsi e Pedro Wilson. Entre os principais feitos de Paulo Garcia na Capital estão a construção do Parque Macambira-Anicuns, as ciclovias e ciclofaixas pelas ruas e ligando os principais parques da cidade, assim como a implantação do sistema de bicicletas compartilhadas. Uma das últimas aparições do petista à frente da Prefeitura de Goiânia foi na inauguração da ponte da Rua 1018, que liga o Setor Pedro Ludovico ao Jardim Goiás, ocorrida em 29 de dezembro de 2016.

Por Carolina Pessoni – A Redação 

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