Espanha adota estado de emergência e Itália fecha estabelecimentos para conter 2ª onda do coronavírus

Espanha e Itália anunciaram neste domingo (25) uma série de novas medidas para conter uma nova onda de infecções pelo coronavírus. A Europa vive um aumento rápido no número de casos da doenças, o que tem levado governos a readotarem restrições à circulação.

Paramédico retira mulher de uma ambulância na entrada de hospital em Burgos, na Espanha, na quarta-feira (21) — Foto: Cesar Manso/AFP
Paramédico retira mulher de uma ambulância na entrada de hospital em Burgos, na Espanha, na quarta-feira (21) — Foto: Cesar Manso/AFP

Veja mais detalhes sobre as medidas abaixo

  • Espanha

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou um segundo estado de emergência que valerá pelos próximos seis meses.

Entre as medidas estabelecidas por Sánchez estão o confinamento noturno em todo o país (exceto nas Ilhas Canárias), entre 23h e 6h, e a permissão para que as regiões apliquem outras restrições de movimento, como proibição de reuniões com mais de 6 pessoas e fechamento do comércio.

Na última quarta-feira (21), a Espanha foi o primeiro país da União Europeiae o sexto do mundo a ultrapassar a marca de um milhão de casos de Covid-19.

No sábado (24), o país registrou 231 novas mortes pelo vírus, maior número desde 29 de abril, quando foram registrados 224 óbitos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No pico da primeira onda, em 30 de março, 888 pessoas morreram.

Com mais jovens infectados, esta segunda onda da pandemia está sendo menos letal na Espanha do que a primeira, que atingiu seu clímax entre o final de março e o início de abril, com cerca de 800 mortes por dia. No entanto, especialistas de saúde alertam que alguns hospitais podem entrar em colapso novamente.

  • Itália

 

A Itália também decidiu adotar novas restrições como o fechamento de academias e o retorno das aulas virtuais ao ensino médio. O país registrou cerca de 20 mil infecções em 24 horas, uma nova máxima diária.

De acordo com o premiê Giuseppe Conte, a ideia é não retomar um lockdown, mas retomar um fechamento em algum grau para que o país “volte a respirar em dezembro”.

Bares e restaurantes, a partir da próxima sexta-feira, não poderão atender clientes no local: apenas em serviços de entrega ou que as próprias pessoas busquem as refeições para levar para casa. Museus permanecem abertos, mas o governo insiste que os italianos devem permanecer em casa o máximo possível.

‘Semanas muito duras virão’

 

“Semanas muito duras virão, o inverno (europeu) está chegando, a segunda onda não é mais uma ameaça, é uma realidade em toda a Europa”, advertiu o ministro da Saúde, Salvador Illa, afirmando que o governo está “aberto a todas as abordagens possíveis” contra o vírus.

A Espanha foi um dos países mais atingidos pela primeira onda da pandemia, até aplicar um dos mais rígidos confinamentos da Europa entre março e junho e controlar as infecções.

Os casos voltaram a se multiplicar a partir de julho, com as autoridades tentando salvar a temporada de turismo, um dos motores da economia espanhola.

Por G1

 

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