Covid mata 375 médicos e CFM cria portal para homenagear profissionais

Memorial virtual conta a trajetória dos médicos que morreram atuando na linha de frente do combate ao novo coronavírus

Centenas de médicos deram suas próprias vidas tentando salvar outras ao se exporem na linha de frente do combate à covid-19. Precisamente, 375 profissionais morreram em decorrência da doença, até esta terça-feira (27/10). Para prestar uma homenagem às vítimas, o Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou um memorial virtual contando a trajetória de cada uma.

A intenção é “eternizar aqueles que dedicaram sua vida aos outros”, como descreve a introdução da plataforma. “Por trás das máscaras e dos equipamentos de proteção, existiam mais do que grandes médicos, existiam pessoas de um coração tão enorme quanto sua vontade de ajudar”. A plataforma entrou no ar nesta terça-feira (27/10), às 19h, e pode ser acessada pelo link.

O trabalho para coletar as informações das vítimas contou com a colaboração dos conselhos regionais de medicina, sindicatos médicos, sociedades de especialidades, secretarias estaduais e municipais de saúde e publicações pela imprensa.

Além das homenagens a cada uma das vítimas da categoria, o sistema permite verificar os números atualizados sobre o total de óbitos pelo novo coronavírus, sendo possível saber a quantidade de mortes por região, estado, sexo e mês de ocorrência.

O site também conta com um vídeo de agradecimento a todos os profissionais da área, gravado pelo ator Tony Ramos, além de uma galeria de fotos que retrata a rotina dos médicos no combate à pandemia.

O CFM já criou outras estratégias on-line para abordar temas importantes no contexto da covid-19. Pensado para auxiliar profissionais que estão atuando na pandemia, o #LinhadeFrente oferece podcasts específicos com informações sobre o manejo de determinados quadros clínicos em pacientes contaminados pelo coronavírus, além de documentos de referência sobre o tema e consultas de itens da legislação e de reportagens.

No mesmo espaço, os médicos podem relatar problemas enfrentados no atendimento dos pacientes com covid-19, seja por falta de equipamentos ou instruções. “As reclamações são encaminhadas diretamente aos CRMs para apuração”, informa o CFM.

Por Correio Brasiliense

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