Enchentes urbanas – Por Nátila Arnold

Formosa é uma cidade em constante crescimento. Fatores como a expansão comercial, o agronegócio e de termos o maior Forte da América Latina em nossa cidade, são motivos mais que suficientes para entender esse crescimento. 

Os córregos urbanos fazem parte da configuração de todo município, e naturalmente esses corpos d’água estão localizados na parte mais baixa da cidade, para onde são direcionados todo sedimento depositado de forma incorreta como lixos e resíduos de construção civil como entulhos por exemplo. Com isso, podemos entender um grave problema que Formosa enfrenta que é o assoreamento. 

Quando há um planejamento e respeito com as áreas de preservação permanente, locais como margens de córregos não sofrem impactos negativos em períodos chuvosos. No entanto, Formosa cresce constantemente e a estrutura do córrego Josefa Gomes não é a mesma de 20 anos atrás.

A maioria das áreas adjacentes ao córrego foram antropizadas, e o assoreamento foi aumentando a cada ano fazendo com que sua capacidade de escoamento de água da chuva diminuísse constantemente chegando nesse ponto atual, onde residências construídas ao lado do córrego sofrem com alagamentos. 

Não se pode tirar conclusões momentâneas a respeito de um problema crônico. Ou seja, esses alagamentos são reflexos de gestões anteriores falhas, que não acompanharam o ritmo de crescimento da cidade. E se a cidade cresce, a capacidade estrutural da cidade deve acompanhar esse crescimento.

No entanto há boas notícias aos formosenses! Nas últimas semanas houve uma reunião promissora entre o município e o Ministério de Desenvolvimento Regional, onde foi apresentado um projeto de revitalização do Córrego Josefa Gomes. Obra essa que trará mais fluidez ao córrego na formação da Lagoa Feia, e será importante também para a manutenção dos serviços ecológicos adjacentes, e no processo de limpeza dos resíduos depositados no leito do Córrego.

 Tudo indica que esta obra finalmente sairá do papel e teremos uma cidade com estrutura adequada e, consequentemente, a resolução dos problemas de enchentes.

Por Nátila Arnold, Lance Goiás

natilaarnold@gmail.com

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