Reformas em Goiás resultaram na economia de R$ 800 milhões com folha de pagamento em um ano

Reforma Administrativa, novo Estatuto do Servidor e redução dos gastos foram as principais medidas responsáveis pela economia

Economia de R$ 800 milhões com folha e pagamento no período entre setembro de 2019 e agosto de 2020. Esse foi o resultado alcançados após medidas adotadas pelo Governo de Goiás para contenção de gastos e apontado no Relatório de Gestão Fiscal do segundo quadrimestre de 2020. A economia representa 5% a menos de gastos para os cofres públicos.

Para o secretário da Administração (Sead), Bruno D’Abadia, o resultado é fruto de uma série de medidas adotadas pelo governador Ronaldo Caiado ainda no início da administração. “Promovemos uma ampla redução de gastos na máquina pública, que abrangeu revisão de contratos, redução de cargos em comissão e aperfeiçoamento na gestão da folha de pagamento, por exemplo. O esforço assegura que o Governo realize mais investimentos em áreas essenciais e continue honrando o compromisso do governador de pagar os servidores dentro do mês trabalhado”, pontuou o titular da secretaria.

De acordo com dados relatório do segundo quadrimestre de 2019, a despesa bruta com pessoal representava um montante de quase R$ 15 bilhões, já em agosto de 2020, o gasto caiu para R$ 14,2 bilhões.

Só com a Reforma Administrativa houve uma redução de aproximadamente 20% dos cargos em comissão, que atingiram o menor patamar histórico, e corte de 25% das funções comissionadas. A reforma resultará em contenção superior a R$ 420 milhões nas despesas com pessoal até o fim de 2022.

Recém instituído, o novo Estatuto do Servidor também estima uma economia que pode atingir mais R$ 1,6 bilhões aos cofres públicos até 2025.

Controle da Folha de Pagamento

Em janeiro de 2019, a atual gestão assumiu o Estado com a folha de pagamento de dezembro de 2018 pendente de quitação, em montante de R$ 1,6 bilhão, e uma dívida total de R$ 3,4 bilhões. O cenário era desafiador, especialmente em relação à despesa de pessoal, já que o Poder Executivo apresentava crescimento médio anual nominal, de 2010 a 2018, de 11,41%, com ápice entre 2017 e 2018, período em que houve acréscimo absoluto de 14,78% da folha de pagamento.

A administração adotou medidas internas, como planejamento e reestruturação dos gastos com pessoal, redução de contratos temporários e otimização do controle na gestão da folha de pagamento, principalmente com ações preventivas instituídas pela Sead, que incluem a modernização dos sistemas, análise e conferência de processos de diferenças salariais, auditoria mensal de óbitos com o cruzamento da base de dados da folha, entre outros. Tais ações são responsáveis pela coibição de despesas impróprias de R$ 188 milhões de janeiro de 2019 a agosto de 2020.

 

Por Jornal Opção

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