Erosão e assoreamento – Por Nátila Arnold

Quanto maior for a área impermeabilizada, maior o escoamento superficial, ou seja, o escoamento de água no solo, acelerando um processo natural chamado de erosão, que é o desprendimento, arraste e deposição de partículas do solo causado pela ação da água, vento e gravidade, formando pequenos sulcos no solo, que se não impedidos, se tornam grandes crateras.

Um dos principais fatores que levam a erosão é a retirada da vegetação. As plantas ajudam a reter a água da chuva e diminuir o impacto das gotas no solo, além de suas raízes ajudarem a dar sustentação para não ocorrer movimentação de massa.

Com a retirada dessa vegetação, o solo fica exposto e aí temos a erosão com o decorrer do tempo.

Essas partículas que se desprendem podem ser carregadas até o curso d`água mais próximo e ocorrer o que chamamos de assoreamento que é um processo que consiste na acumulação de sedimentos em corpos hídricos, que podem ser desde resíduos lançados nas ruas até partes de construções civis ou similares.

Como outras cidades, Formosa sofre com essa problemática em seus cursos d`água como o Córrego Josefa Gomes e consequentemente a Lagoa Feia. A retirada constante de vegetação é um fator que agrega a esse problema.

Outro agravante em nossa cidade são as construções e obras em geral, onde os responsáveis deixam os materiais como areai, terra e afins nas calçadas e até nas ruas, sem a mínima conscientização que estes podem ser carregados para os cursos d’água através de uma chuva, por exemplo.

Portanto, é de fundamental importância manter a vegetação das matas ciliares e proteger nossas APP`s (áreas de proteção permanente), e claro, nunca despejar resíduos de construção civil nas vias públicas. Cabe a nós preservar nosso meio ambiente para manutenção dos nossos recursos naturais, como exemplo a Lagoa Feia.

Por Nátila Arnold, Lance Goiás

natilaarnold@gmail.com

print

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*