Falta de luvas atrasa retomada de cirurgias eletivas na rede pública do DF

A longa espera por cirurgias eletivas na rede pública de saúde do Distrito Federal tem sido prolongada pela falta de equipamentos básicos como luvas adequadas para a realização dos procedimentos. De acordo fontes ouvidas pelo Metrópoles, o item está em falta em algumas unidades hospitalares e torna o processo de retomada das cirurgias não classificadas como urgentes ainda mais vagaroso.

Em consulta realizada nessa segunda-feira (9/11) no site Sala de Situação, alimentado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), a reportagem constatou ausência total de alguns modelos de luvas nos hospitais Materno Infantil de Brasília (Hmib), Regional da Asa Norte (Hran) e Regional de Taguatinga (HRT).

Conforme revelou a coluna Janela Indiscreta em 6 de outubro, o baixo estoque de luvas cirúrgicas e não cirúrgicas e a demora para a entrega do novo lote do material adquirido fizeram com que a Secretaria de Saúde pedisse o empréstimo de 100 mil pares do item ao Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF).

A Secretaria de Saúde, no entanto, diz que a rede está abastecida do item essencial. O secretário de Saúde, Osnei Okumoto, afirmou, que a pasta dispõe de 600 mil pares de luvas látex em estoque, e que elas serão distribuídas às unidades de saúde pública.

Okumoto explicou que a pandemia aumentou a procura por luvas em todo o mundo, o que levou à falta de matéria-prima no mercado e, consequentemente, à redução da fabricação do produto. “Ocorreu o mesmo com os respiradores, que faltaram no mundo todo”, comparou.

A redução da produção, porém, de acordo com o gestor, não gerou o desabastecimento de luvas nas unidades da rede pública do DF. “Existem dificuldades por conta da falta de matéria-prima, mas temos estoque em todas as unidades primárias e estamos fazendo esse remanejamento para os hospitais”, afirmou.

Conforme o secretário, a Saúde do DF vai adquirir, nas próximas semanas, mais 5 milhões de pares de luvas de látex. O processo de compra está em andamento, informou ainda. “Essas dificuldades pontuais não são falta de programação, mas de matéria-prima mesmo. O remanejamento vai atender à demanda até a próxima compra chegar”, garantiu.

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