EUA quer autorização emergencial para distribuição de vacinas da Pfizer

Em seu primeiro pronunciamento oficial após ser derrotado nas urnas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atualizou a população norte-americana sobre as medidas de combate ao novo coronavírus adotadas pelo governo. Trump voltou a insistir que o país foi referência na gestão da pandemia de Covid-19 – mesmo com recordes seguidos de novos casos diários e com o maior número de mortes do planeta.

O presidente dos EUA assegurou que a vacina contra Covid-19 será gratuita para toda a população, com exceção do estado de Nova Iorque. Segundo Trump, o governador local se recusou a vacinar os moradores com o imunizante favorito do governo americano, a vacina produzida pelo laboratório Pfizer.

“A Pfizer anunciou que [a vacina] é 90% eficaz e isso supera qualquer expectativa. Temos outras vindo, que terão o mesmo nível ou mais se possível. Em julho, em acordo de U$ 1, 9 bilhão, nós garantimos a compra de 600 milhões de doses. Esse investimento poderá garantir a vacina da Pfizer gratuitamente”, defendeu Trump.

O republicano defendeu que está “muito orgulhoso” de seu trabalho e assegurou que “o governo não voltará ao lockdown”. Trump alega que “o lockdown custa vidas e muito problemas”. “Sob nenhuma circunstância esse governo irá entrar em lockdown. Mas seremos cuidadosos, sabemos do risco da doença”, disse.

Segundo o republicano, o governo dele será responsável pela coordenação da distribuição dos imunizantes. Ele afirmou que os americanos devem aguardar pela distribuição das doses já “nas próximas semanas”. “A produção de uma vacina pode levar de 8 a 12 anos, estamos fazendo em menos de 1 ano. Se fosse outro governo, teria levado de 3 a 5 anos.”

Ele seguiu sem admitir derrota para o rival democrata Joe Biden e a perda da reeleição.

O presidente informou que os primeiros a serem imunizados serão os profissionais de saúde e pacientes do grupo de risco da doença.

Sobre os elevados números de casos de infecção e morte por coronavírus no país, o mandatário “culpou” o programa de testagem dos Estados Unidos, que, segundo ele, é o melhor do mundo. “Números são altos porque temos o melhor programa de testagem do mundo. Somos o país que mais testa”, reforçou.

Fonte: Metrópoles

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