Cientistas revisam descoberta de fosfina em Vênus e expectativa de achar vida microbiana diminui

O grupo internacional de cientistas que anunciou, em setembro, a descoberta de fosfina na atmosfera de Vênus – um importante indicador de presença de vida – publicou uma revisão dos dados na terça-feira (17) menos animadora: eles confirmaram a presença dos gás no planeta, mas em uma quantidade cerca de sete vezes menor do que a estimativa anterior.

O novo artigo, publicado no site da Cornell University, de Nova York, explica que, ao revisar parte dos dados da pesquisa original, os cientistas encontraram um erro de processamento no conjunto de dados de um dos telescópios usados para observar a superfície de Vênus.

Liderado pela astrônoma Jane Greaves, professora da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, o grupo procurava por fosfina em Vênus desde 2016 por meio de dois telescópios, um no Havaí, EUA, e outro no Atacama, no Chile.

Segundo a revista científica “Nature”, Greaves e sua equipe decidiram revisar o estudo depois que descobriram que os dados captados originalmente pelos telescópios sofreram interferência.

Com a revisão, os níveis médios de fosfina em Vênus seriam cerca de uma parte por bilhão, sete vezes menor que o anunciado pelos cientistas inicialmente. Nas palavras dos cientistas, o que se acreditava ser uma grande quantidade mostrou-se uma “assinatura espectral de fosfina”.

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