MDB caminha para bancar Gustavo Mendanha para governador em 2022

O candidato natural é Daniel Vilela. Mas, se houver empecilho político, a tendência é que o prefeito de Aparecida seja o postulante

Durante o primeiro turno, o presidente do MDB, Daniel Vilela, andou por todo o Estado de Goiás, consolidando ou criando novas bases político-eleitorais para o partido. Mesmo em cidades onde perdeu, deixou sólidas bases instaladas. Em Porangatu, seu candidato a prefeito, Márcio Luis da Silva, perdeu por 45 votos. Pode ser candidato a deputado estadual na disputa de 2022. Em Anápolis, o dentista e empresário Márcio Corrêa ficou em terceiro lugar, mas saindo praticamente de traço para pouco mais de 16% dos votos válidos. O emedebismo praticamente renasceu na cidade. Ele será candidato a deputado estadual ou federal. Em Águas Lindas, venceu para prefeito Lucas Antonietti, que, embora filiado ao Podemos, é seu aliado e amigo. O prefeito de Valparaíso, Pábio Mossoró, é um de seus principais aliados.

Aos 37 anos, Daniel Vilela está cacifado para a disputa eleitoral de 2022. Pode ser candidato a governador, senador ou deputado federal. Ele está cada vez mais maduro e, por isso, vai optar pelo projeto que ajude a fortalecer o partido.

Daniel Vilela, ex-deputado federal, e Gustavo Mendanha, prefeito de Aparecida de Goiânia: um deles será o cabeça da chapa majoritária do MDB em 2022 | Foto: Reprodução

O prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, de 38 anos, estava projetando uma disputa para o governo em 2026 ou 2030. Mas o futuro pode chegar mais cedo para o hábil articulador político. Porque, se Maguito Vilela for eleito em Goiânia, a situação fica complicada para Daniel Vilela. Todos dirão que, se disputar o governo, ficará caracterizada a existência de uma panelinha, como em 1998, quando Iris Rezende (MDB) foi derrotado por Marconi Perillo (PSDB). A debacle de 1998, há 22 anos, abalou o MDB, que nunca mais elegeu o governador de Goiás (perdeu três vezes com Iris Rezende e duas com Maguito Vilela).

Portanto, a possibilidade de Gustavo Mendanha disputar o governo do Estado não é pequena, nem média — é imensa. O emedebista é tido como um gestor tão eficiente quanto criativo. Além de popular. Tanto que, na campanha de Goiânia, tornou-se uma espécie de padrinho político de Maguito Vilela, contribuindo para fortalecer sua campanha, notadamente nos bairros conurbados (Aparecida e Goiânia, em alguns lugares, são praticamente a mesma cidade).

Entretanto, quando sondado se irá disputar o governo, Gustavo Mendanha sugere que “não”. E nem é por desfaçatez, e sim porque acredita que, em 2022, será a vez de Daniel Vilela. O prefeito é humilde, não é vaidoso. Por isso mesmo, longe de perder musculatura, pode conquistar ainda mais aliados, como o próprio Daniel Vilela, que, se perceber que o prefeito tem mais chance, não relutará em apoiá-lo. O líder do MDB está cada vez mais realista, tanto que já mantém contatos com o PSDB de Jalles Fontoura e Otavinho Lage e, certamente, vai entrar em conversações com Jânio Darrot.

O MDB tem de preparar um candidato, porque a eleição será disputada daqui a um ano e dez meses. Parece muito, mas, quando se trata de política, é, como dizem, um beicinho de pulga. O futuro começa a ser criado agora, e não exatamente em 2022, quando terá de ser apenas consolidado.

Por Jornal Opção

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