Pazuello diz que Brasil receberá, no máximo, três opções de vacina

O ministro da Saúde Eduardo Pazuello acredita que o Brasil receberá, no máximo, três opções de vacinas contra o novo coronavírus. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (02/12), em audiência pública convocada pelo Senado Federal para prestar esclarecimentos sobre testes estocados da Covid-19.

Para o ministro, a baixa quantidade de imunizantes recebidas será motivada pela dificuldade das fabricantes em oferecer um cronograma efetivo para o Brasil, de acordo com as características do país.

“Ficou muito claro que são poucas as fabricantes que têm a quantidade e o cronograma de entrega efetivo para o nosso país. Grandes quantidades de opções se reduzem a uma, duas, três. A maioria fica com números muito pequenos para o nosso país”, disse.

O ministro ainda afirmou que existe uma grande competição de venda entre as fabricantes, “uma campanha publicitária”, mas que poucas empresas têm capacidade de atender países como o Brasil.

Pazuello falou sobre o assunto durante uma audiência pública organizada por parlamentares do Senado Federal que cobraram esclarecimentos sobre o estado dos testes estocados. O evento teve início às 9h30. O ministro não participou da audiência até o final, pois tinha uma agenda com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

 

Plano de vacinação

Segundo o chefe da Saúde, a expectativa é de que a vacina não seja obrigatória. O ministério aguardará posicionamento do Superior Tribunal Federa (STF) sobre a obrigatoriedade do imunizante, mas que espera que a campanha de conscientização tenha “excelência”.

O ministro falou sobre o Plano de Vacinação, divulgado na terça-feira (1º/12). Ele ressaltou a parceria entre a Fiocruz e a AstraZeneca para a compra da vacina desenvolvida em Oxford. Pazuello disse que, entre janeiro e fevereiro de 2021, o Brasil receberá 100 milhões de doses do imunizante.

A partir do segundo semestre, a expectativa é de que a tecnologia de produção seja transferida para o Brasil e que o país produza 160 milhões de doses da vacina.

Além disso, a participação do Brasil no consórcio Covax Facility prevê a compra de 42 milhões de doses. O plano multilateral conta com a reunião de dez fabricantes internacionais da vacina, incluindo a Pfizer e a AstraZeneca.

O Plano de Vacinação divulgado pelo governo na terça-feira terá quatro etapas e prevê a compra de 300 milhões seringas e agulhas para garantir a aplicação.

Participarão da primeira fase de vacinação, trabalhadores da saúde, população idosa com mais de 75 anos, pessoas acima de 60 anos que vivem em instituição de longa permanência (asilos ou instituições psiquiátricas) e a população indígena.

 

 

Fonte: Metrópoles

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