Policiais escutam gritos de socorro e salvam menino que estava sendo atacado pelos cães da avó, em Anápolis

Um menino de 12 anos foi salvo por policiais militares após ser atacado pelos dois cães de estimação da avó na quarta-feira (2), em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Os PMs faziam um patrulhamento pelo bairro Las Palmas, quando ouviram os gritos de Isaac Tavares de Moraes e os pedidos de socorro da dona de casa Valéria Cristina Tavares da Costa, de 51 anos, avó dele.

“Fui na padaria e esqueci minha chave dentro de casa. Chamei meu neto para abrir o portão para mim e, enquanto ele passava, pediu os cachorros para saírem de perto e, de repente, os dois foram para cima dele. Quando percebi, tinha um agarrado na mão do meu netinho”, conta Valéria.

 

A dona de casa conta que gritou sem parar, mas os cães não soltavam o neto. Ainda com o portão trancado, os policiais precisaram pular o muro para resgatar Isaac.

Segundo registro da PM, após socorrem o menino do ataque dos cães, os policiais tentaram chamam o Samu, mas não havia ambulância disponível no momento. Por isso, os próprios PMs levaram Isaac e a avó até o Hospital Municipal Jamel Cecílio.

Isaac Tavares de Moraes teve um dos dedos da mão perfurado e precisou passar por um pequeno procedimento cirúrgico para fechar o corte. Ele também teve arranhões em um dos braços e na cintura, mas não precisou ficar internado e passa bem.

Susto e trauma

 

A avó da criança conta que ainda está com os dois cachorros, que são vira-latas, por orientação da médica que atendeu Isaac, mas que irá se desfazer deles passado o período de observação de 10 dias, necessário para identificar se os animais apresentam algum sinal de raiva.

“Fiquei traumatizada. Não quero mais eles aqui. Foi um susto muito grande, em pleno dia do meu aniversário ter que passar por um susto desses. Minha pressão caiu demais, passei mal ao ver meu neto sendo atacado daquele jeito”, relata.

 

Segundo Valéria, os cães nunca haviam agredido outra pessoa antes. “Eu nunca imaginei isso na minha vida. Acho que eles sentiram ciúmes do meu neto, não sei, mas não esperava por isso. Eles são pequenos, não são de raça, não pensei que pudessem ser agressivos”, diz.

Passado o susto, a dona de casa diz que não tem palavras para agradecer a ajuda dos policiais.

“Primeiramente, foi Deus, e em segundo lugar os policiais, que nos ajudaram demais. Não sei o que seria do meu neto se eles não estivessem passando aqui na hora para nos socorrer”, afirma.

Fonte: G1 Goiás
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