Deputado bolsonarista chama STF de “marginal” e propõe intervenção militar

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) disse, neste domingo (06/12), que a população pode “tranquilamente pedir intervenção militar e dissolução” do Supremo Tribunal Federal (STF).

O deputado afirmou, no Twitter, que a ação que tramita no STF para decidir a possibilidade de reeleição dos presidentes da Câmara dos Deputados e Senado Federal é inconstitucional.

Por esse motivo, o policial acredita que é possível pedir, “com base sólida”, a intervenção militar no órgão máximo do poder Judiciário brasileiro. Ele também chamou o STF de “marginal”.

Questionado por um seguidor sobre o pedido de intervenção, o deputado disse que, se pudesse, “entraria com as tropas para ajudar a retirá-los [os ministros] de lá”.

Daniel Silveira também compartilhou imagens da manifestação em defesa do voto impresso, que ocorreu na Esplanada dos Ministérios na manhã deste domingo (6/12). Ele disse que a segurança da urna eletrônica é uma “falácia”.

Silveira é um dos alvos do STF no inquérito que apura a organização e o financiamento de atos antidemocráticos e de disparo de fake news.

Votação no STF

Os ministros do STF votam, desde sexta-feira (4/12), a possibilidade de reeleição dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Hoje, o que se entende é que o parágrafo 4º do artigo 57 da Constituição veda a reeleição de presidentes da Câmara e do Senado na mesma Legislatura.

Até este domingo (6/12), a disputa era de 4 votos favoráveis e 3 votos contrários à reeleição. Os ministros Marco Aurélio, Cármen Lúcia e Rosa Weber foram contra a proposta.

Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski foram favoráveis à reeleição, e Nunes Marques votou a favor, mas com ressalvas: ele defende que a reeleição pode ser feita apenas uma vez, em qualquer uma das legislaturas. Dessa forma, o posicionamento é favorável à reeleição de Davi Alcolumbre, mas contrário à de Maia, que foi reeleito em 2019.

Os votos estão sendo apresentados por escrito, no plenário virtual do Supremo. Ainda não votaram os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux.

Fonte: Metrópoles
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