“Atraso na compra de seringas não afeta Goiás”, diz secretário da Saúde

Secretário da Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino afirmou, em entrevista ao jornal A Redação nesta terça-feira (8/12), que o atraso do Ministério da Saúde (MS) para adquirir seringas e agulhas não afetará a vacinação contra a covid-19 no Estado. “Compramos individualmente 2,5 milhões de unidades”, disse o titular.

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O secretário explicou que a demora não terá impacto no Estado pois o quantitativo de seringas e agulhas que vier do MS será utilizado em “demais fases” e “na aplicação de outras vacinas”. “Qualquer atraso do Ministério, a priori, não afeta Goiás”, garantiu.
Segundo Ismael Alexandrino, as unidades adquiridas pela SES-GO são o bastante para vacinar os grupos prioritários no Estado e servirão “não apenas para a primeira fase”. Os pacientes com prioridade, de acordo com o secretário, são cerca de 1,8 milhão de pessoas. “Conseguimos segurar a barra até que o Ministério da Saúde envie as unidades”, frisou, ao acrescentar que o quantitativo comprado “é o bastante para ações no ano que vem”.

Ainda conforme o titular da SES-GO, a vacinação em Goiás tem previsão de início para o final de fevereiro e seguirá cronograma do MS.

Distribuição igualitária
O governador Ronaldo Caiado defendeu, durante visita a Brasília para reunião com ministros do governo federal, a “distribuição igualitária” das vacinas entre os Estados. “Por exemplo, Goiás tem 1,8 milhão incluídos as áreas de saúde, segurança pública e o grupo de risco. Esses são os que precisam imediatamente”, continuou.
A afirmação de Caiado veio após posicionamentos do governador de São Paulo, João Doria, de que qualquer pessoa dentro do território paulista poderia receber a Coronavac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. “Não cabe a nenhuma autoridade ficar oferecendo vacina a ninguém. Isso é prerrogativa do governo federal”, declarou o governador de Goiás.
“Concentre toda a vacina no Ministério da Saúde e distribua de acordo com o grupo de risco, saúde e segurança pública. Essa é a ordem que tem que ser dada, e eu falo como médico”, pontuou Caiado.
Prorrogação do estado de calamidade pública
Alexandrino preferiu não comentar as possibilidades de prorrogação do estado de calamidade pública em Goiás. “O governador não se pronunciou ainda”, disse ao AR.
Em Goiânia, porém, o secretário de Governo da prefeitura, Paulo Ortegal, afirmou que irá solicitar ao prefeito Iris Rezende a prorrogação do decreto, que vence no dia 31 de dezembro. “Muitos contratos, que foram celebrados pela área da saúde, especialmente os processos seletivos, não podem vencer”, ponderou nesta terça-feira (8/12), após primeira reunião com a Comissão de Transição da chapa eleita no pleito deste ano.
Ortegal alertou para provável refortalecimento da covid-19 no País e, consequentemente, em Goiânia.  “Nós estamos vendo aí pelos meios de comunicação uma possível segunda onda da covid e nada mais justo do que em um planejamento sério seja prevista também a continuidade desses decretos na área da saúde”, disse. “Vamos pedir ainda hoje ao prefeito Iris que ele solicite a prorrogação deste decreto.”

Por A Redação

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