Em Brasília, assessor de ex-parlamentar é flagrado pela PF com R$ 168 mil

A Polícia Federal encontrou R$ 168 mil escondidos em uma lata, na casa de José Carlos Teixeira Barroso, assessor do ex-deputado federal Francisco Floriano (DEM), suspeito de corrupção. O mandado de busca e apreensão na residência, em Brasília, foi cumprido na manhã desta quarta-feira (9/12), no âmbito da Operação Talha, deflagrada em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF).

A ação investiga o desvio de recursos públicos no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) do Rio de Janeiro. Francisco Floriano é suspeito de exigir vantagens ilícitas a pretexto de conseguir a liberação de recursos de emendas parlamentares para o instituto.

Esses recursos eram, posteriormente, desviados pela organização criminosa desarticulada nas operações Fatura Exposta e Ressonância, da PF.

A ação conta com a participação de, aproximadamente, 30 policiais federais, que cumprem oito mandados de busca e apreensão em residências e escritórios no Rio de Janeiro (RJ) e em Brasília, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

A Operação Talha teve início a partir de informações obtidas na Operação Fatura Exposta, que indicavam a atuação de uma organização criminosa especializada no desvio de recursos públicos destinados a unidades de saúde do estado do Rio de Janeiro.

Durante as investigações, foram encontrados fortes indícios da atuação do ex-parlamentar federal na nomeação de diretores do Into, bem como da influência direta do investigado em questões administrativas do hospital e até mesmo na marcação de exames e cirurgias de pessoas de seu interesse. Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais e corrupção passiva.

Talha

O nome dado a operação remete à história, ao período do feudalismo, já que talha era um tributo medieval pago pela exploração de propriedade senhorial, que consistia na entrega ao senhor feudal de uma parte dos produtos cultivados nos seus terrenos.

 

 

Fonte: Metrópoles

print

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*