PF investiga fraude de R$ 2 milhões na compra de materiais para combate à Covid-19 em Goiás

A Polícia Federal realiza nesta terça-feira (15) uma operação contra irregularidades na compra de materiais usados no combate à Covid-19 em Goiás. Segundo as investigações, os produtos, como álcool 70% e máscaras, comprados por uma organização social não atendiam às especificações necessárias, causando um superfaturamento e prejuízo de cerca de R$ 2 milhões.

G1 entrou em contato por email, às 8h30, com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e aguarda retorno.

Em nota, a organização social Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH), um dos alvos da operação, informou que vai aguardar a apuração dos fatos para se pronunciar formalmente.

Ao todo, estão sendo cumpridos oito mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão. Os nomes dos investigados não foram divulgados até a última atualização dessa reportagem. A operação acontece em Pirenópolis, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Brasília e Macapá (AP).

Além dos mandados, também são cumpridos sequestros e indisponibilidade de bens dos envolvidos e afastamento preventivo de agentes públicos.

Investigação

 

A ação, batizada de Toluneo, apurou que as irregularidades eram intermediadas pelo IBGH, organização social contratada pela Secretaria de Estado de Saúde para administrar o Hospital Estadual Ernestina Lopes Jaime. Um levantamento da Controladoria-Geral da União também apontou indicativos de favorecimento e conluio entre empresas, facilitando assim o superfaturamento.

As investigações começaram após a Promotoria de Justiça de Pirenópolis receber denúncias de que os materiais hospitalares comprados pelo Hospital Estadual Ernestina Lopes Jaime eram de péssima qualidade.

De acordo com a polícia, o álcool usado na unidade tinha hidrocarbonetos comumente encontrados no etanol vendido em postos de combustíveis. Um deles é o tolueno, que, segundo a investigação, pode ser absorvido pelos pulmões e afetar o sistema nervoso, provocando cansaço, confusão mental, náusea e perda de apetite, visão e audição.

Ainda segundo a investigações, os dados de notas fiscais emitidas pela empresa têm grandes variações de preços, dependendo de acordo com cada comprador. Um mesmo galão de 5 litros de álcool gel, por exemplo, variou de R$ 50 a R$ 300 entre março e junho deste ano.

Fonte: G1 Goiás

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