Maia afirma que vota MP da vacina, mas sem incluir “termo de consentimento”

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira (15/12) que a Casa vai votar a Medida Provisória n° 1003/20, que autoriza o Brasil a aderir à aliança global de vacinas contra a Covid-19, conhecida como Covax Facility, sem o “termo polêmico”.

O parlamentar disse que conversou com o relator da MP, Geninho Zuliani (DEM-SP), sobre essa questão da exigência do termo de consentimento para a imunização da população brasileira contra a Covid-19.

“A MP 1003 vai ser votada na quinta-feira pela manhã sem o termo polêmico de hoje”, afirmou Maia. “O relator me garantiu que não vai incluir isso na MP. E que essa polêmica, esse retrocesso, seja incluído em emenda apresentada pelo governo”, acrescentou.

“Não é o tema da Câmara, é do governo. Não tenho nenhum convencimento de que é o caminho correto para seguir”, disse.

Em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, na noite de segunda-feira (14/12), o presidente Jair Bolsonaro já havia dito que quem quisesse tomar a vacina teria de assinar um termo de responsabilidade. Nesta terça-feira, após se reunir com o presidente, o relator da MP disse que incluirá no seu parecer um “termo de consentimento” para a aplicação da vacina contra a Covid-19.

“Lamentável”

Ao ser questionado sobre a declaração de Bolsonaro de que não tomaria a vacina, Maia disse lamentar o presidente ter transformado um tema sério numa briga ideológica.

“Lamentável. Não apenas essa, mas outras declarações. É uma pena, queria que o presidente coordenasse, governasse o país, articulando com a sociedade com os governadores, mas ele transformou esse tema da vacina numa briga ideológica. Enquanto ele briga pelo tema, milhares de brasileiros vão sendo infectados e milhares de brasileiros vão perdendo suas vidas”, declarou.

“Ainda tenho fé que o presidente acorde amanhã ou depois de amanhã e seja um líder daqui para frente”, acrescentou.

Fonte: Metrópoles
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