Devo fazer metas para 2021 ou “deixar a vida me levar”? Terapeuta responde

Viajar para o exterior, começar uma pós-graduação, passar em um concurso, aprender um novo idioma. Todo fim de ano, bilhões de pessoas em todo o mundo traçam metas para os próximos meses que virão. Muito provavelmente, a listinha que você fez no final de 2019 sentirá falta de alguns “checks” devido à pandemia de coronavírus.

A Covid-19 mexeu por completo não apenas nos desejos individuais, como também nos coletivos. Foi preciso dar as mãos e, em um gesto de empatia, abrir mão de eventos e atividades presenciais em prol do confinamento, obrigatório ou voluntário, que adiou planos e desejos.

Agora, prestes a começar um novo ciclo, é prudente, do ponto de vista da saúde mental, fazer planos para 2021? Para o psiquiatra, especialista em terapia interpessoal e professor da UnB Luan Diego Marques, a resposta é sim.

“A fim de que possamos renovar as esperanças e as energias, recomendo generosidade com sua trajetória no ano que vem. Organizar suas emoções e metas pode te ajudar. Não desista de planejar ou realizar suas listas. Elas permitem encontrar significado para o que fazemos”, defende o profissional.

“O ano de 2020 foi um ano difícil. Seja gentil consigo mesmo”, emenda Marques. “Este ano nos permitiu conhecer nossas fragilidades e forças, ferramentas essenciais para nossos novos passos em 2021”, filosofa.

Antes de olhar para o futuro, ele sugere um momento de reflexão sobre os tempos estressantes pelos quais todos passaram. “O ano de 2020 também nos fez perceber que somos capazes de mudar. Nossos limites consolidados pelo tempo mudaram. Temos muito menos tempo separados, muito menos tempo independente, muito menos tempo para a transição de um papel para o outro… O mais importante é que conseguimos, cada um de seu modo, mas conseguimos”, encerra.

 

 

Fonte: Metrópoles

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